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7 de novembro de 2026

Sabatina de Gonet na CCJ do Senado tem bate-boca entre Jayme Campos e Flávio Bolsonaro

Senadores Jayme Campos e Flávio Bolsonaro discutem durante sabatina de Paulo Gonet na CCJ do Senado. A troca de acusações elevou o tom da sessão.
Sabatina Gonet: Bolsonaro e Jayme discutem no Senado
Foto: Montagem GD / Gazeta Digital

A sabatina de Gonet marcou a recondução de Paulo Gonet ao cargo de Procurador-Geral da República (PGR) e foi palco de um intenso debate entre os senadores Jayme Campos (União-MT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A discussão acalorada girou em torno da postura de Flávio Bolsonaro durante os questionamentos ao procurador, com acusações de “constrangimento” e ataques pessoais.

O Clima Tenso na CCJ

A sessão da CCJ, que tinha como objetivo avaliar a recondução de Gonet ao comando da PGR, rapidamente se transformou em um campo de batalha ideológico. Flávio Bolsonaro questionou Paulo Gonet sobre temas delicados, incluindo uma suposta tentativa de limitar o poder do Congresso em processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador chegou a insinuar que o próprio Ministério Público Federal (MPF) estaria envergonhado com a atuação do procurador, culminando sua fala com uma citação bíblica e um pedido de “arrependimento” direcionado a Gonet.

Repercussão Imediata e Críticas à Postura

A atitude de Flávio Bolsonaro provocou reações imediatas entre os membros da CCJ. O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), classificou a fala como “constrangedora” e defendeu a necessidade de respeito durante a sabatina. Alencar, com mais de 30 anos de experiência na vida pública, enfatizou que jamais adotou tal postura, nem mesmo com seus adversários políticos. Ele apelou à serenidade e à moderação no debate.

Apesar das advertências, Flávio Bolsonaro manteve sua posição, argumentando que seu comportamento era “ético” e declarando seu voto contrário à recondução de Gonet. Ele comparou a situação com um hipotético ataque ao seu próprio filho, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Otto Alencar respondeu, reconhecendo o direito de Flávio Bolsonaro de defender seu pai, mas insistindo na importância de manter a linguagem dentro dos padrões aceitos pelo parlamento.

A Intervenção de Jayme Campos

Diante do impasse, o senador Jayme Campos interveio, buscando acalmar os ânimos e elevar o nível do debate. Jayme Campos expressou seu respeito ao senador Flávio Bolsonaro, mas ressaltou que o momento não era apropriado para ataques pessoais e levianos. A declaração irritou o filho do ex-presidente, que questionou o uso do termo “leviana”.

Jayme Campos, mantendo um tom firme, respondeu que Flávio Bolsonaro havia atacado pessoalmente a autoridade sabatinada, o que considerou inadequado para o papel da comissão. Ele lembrou que o objetivo da sessão era sabatinar o procurador-geral da República.

Flávio Bolsonaro insistiu que Gonet é quem deveria se sentir constrangido, e Jayme Campos rebateu, afirmando sua independência e o fato de não ter sido “contratado para defender ninguém”. Ele reiterou que se sentiu constrangido com a forma como Flávio Bolsonaro se dirigiu ao indicado. A discussão continuou com novas trocas de acusações, até que Jayme Campos encerrou o assunto, associando-se às palavras do senador Otto Alencar e reforçando a necessidade de respeito institucional na comissão. A sabatina Gonet Bolsonaro Jayme expôs divergências e tensões políticas. 

A Aprovação e o Futuro de Gonet

Apesar do clima tenso, a sabatina foi concluída com a aprovação da recondução de Gonet pela CCJ. O processo agora aguarda a deliberação do plenário do Senado, onde a indicação será submetida a votação. O debate acalorado entre Jayme Campos e Flávio Bolsonaro evidenciou as fortes divisões políticas que permeiam o cenário nacional e o impacto dessas divergências nas instituições democráticas. A votação final no Senado promete ser um novo capítulo dessa história, com o futuro de Gonet no comando da PGR ainda incerto.

Fonte: Gazeta Digital

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