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4 de novembro de 2026

PF deflagra Operação Arcanjo contra grupo de ouro ilegal que movimentou R$ 5,2 milhões

A Polícia Federal deflagrou a Operação Arcanjo nesta sexta-feira (28) para desarticular um Grupo de ouro ilegal. A organização é investigada por comprar, transportar e comercializar ouro de origem ilícita, movimentando mais de R$ 5,2 milhões e cerca de 17,3 quilos do minério. A ação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, visando desmantelar o esquema que envolvia gar...
Grupo de ouro ilegal: PF deflagra Operação Arcanjo em MT
Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Arcanjo, com o objetivo de desarticular um grupo de ouro ilegal. A organização criminosa é investigada por comprar, transportar e comercializar ouro de origem ilícita. Segundo as investigações, o grupo teria negociado aproximadamente 17,3 quilos do minério e movimentado mais de R$ 5,2 milhões em recursos relacionados às operações sob apuração.

Detalhes da Operação Arcanjo e Abrangência

A Operação Arcanjo mobilizou policiais para cumprir um total de 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ações ocorreram em diversas cidades, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, todas em Mato Grosso. Além disso, foram realizadas diligências em Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP), demonstrando a ampla atuação geográfica do esquema.

Estrutura e Funcionamento do Grupo de Ouro Ilegal

A investigação detalha que a organização criminosa atuava em diferentes etapas da cadeia do ouro. O esquema envolvia diversos participantes, como fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores. O início das operações ilícitas se dava na região de Poconé, onde o minério era adquirido diretamente de garimpeiros que operavam de forma ilegal.

Os pagamentos aos garimpeiros eram efetuados pelo núcleo financeiro do grupo. Para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores, eram utilizadas contas bancárias de terceiros. Após a aquisição na região de Poconé, o ouro era transportado para São José do Rio Preto, em São Paulo. Nesta cidade, o minério era recebido e mantido em um estabelecimento específico, que servia para a custódia e posterior comercialização.

Em São José do Rio Preto, o ouro era intermediado até alcançar os compradores finais, completando assim o ciclo de circulação e venda do material ilícito. A complexidade do esquema demonstra a organização do grupo de ouro ilegal em todas as fases da operação.

Mecanismos de Lavagem de Dinheiro e Crimes Investigados

As investigações da Polícia Federal também identificaram mecanismos sofisticados utilizados para ocultar e dissimular os valores obtidos com as negociações do ouro ilegal. Parte do dinheiro era pulverizada por meio de transferências eletrônicas, e grandes quantias eram sacadas em espécie, dificultando a identificação da origem ilícita dos recursos.

A análise financeira foi crucial para os investigadores, permitindo a reconstrução parcial da estrutura e da dinâmica do grupo de ouro ilegal. Esta análise apontou a participação de diferentes integrantes, cada um com funções específicas dentro do esquema criminoso. Os investigados podem responder, em tese, por crimes como usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outros delitos podem ser identificados à medida que as diligências avançam.

Fonte: Gazeta Digital

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