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5 de novembro de 2026

Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo na PF

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, baseou-se em processo administrativo disciplinar que concluiu por faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos. A demissão teve como fundamento a Lei nº 15.047, de 2024.
Demissão de Eduardo Bolsonaro: Ministério da Justiça o demite por abandono
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal foi oficializada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública por abandono de cargo. Esta demissão de Eduardo Bolsonaro ocorreu com base em um processo administrativo disciplinar, cuja decisão foi publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União.

O processo administrativo disciplinar concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por um período superior a 30 dias consecutivos. Segundo a portaria, a demissão teve como base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Cassação de Mandato e Retorno à PF

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara. Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação Política no Exterior e Ações Judiciais

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Condenação e a Demissão de Eduardo Bolsonaro pelo STF

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro. O placar da votação foi de 4 votos a 0. Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, reforçando a demissão de Eduardo Bolsonaro.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A demissão de Eduardo Bolsonaro foi um desdobramento direto das conclusões desses processos.

Fonte: Agência Brasil

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