Os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), cumpriram agendas públicas distintas neste sábado (10). Lula esteve em Natal, no Rio Grande do Norte, enquanto Flávio Bolsonaro participou de eventos no Rio de Janeiro.
Comício de Lula em Natal
Em Natal, o candidato do PT realizou um comício que reuniu grande público na capital potiguar. Durante o evento, Lula fez uma série de comparações entre os investimentos e o desenvolvimento da região Nordeste sob governos de direita e de esquerda.
“Vocês sabem o que era o Nordeste antes do PT ganhar a Presidência. E vocês sabem o que virou depois que ganhamos”, declarou o presidente, que é candidato à reeleição. Ele estava acompanhado da governadora Fátima Bezerra, do candidato ao governo estadual Cadu de Lula, e de governadores eleitos de outros estados nordestinos: Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia), Rafael Fontes (Piauí) e Lucas Ribeiro (Paraíba).
Lula também destacou a importância de programas sociais. “O Pé de Meia foi uma revolução que fizemos para garantir que 500 mil jovens não desistissem do ensino médio, para ajudar no orçamento familiar. Tudo isso eles vão cortar. Porque a educação nesse país nunca despertou interesse da elite brasileira”, afirmou o candidato, em crítica velada aos adversários.
Uma imagem do evento em Natal, datada de 10 de outubro de 2026, mostra o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o ato de campanha intitulado ‘Lula no Rio Grande do Norte: O Brasil Pronto Pra Mais’, realizado no cruzamento da rua Baraúna com a Cel. Estevam. A foto é de Ricardo Stuckert/Lula Oficial.
O candidato do PT questionou publicamente a proposta de um ‘tesouraço’ de R$ 250 bilhões, apresentada por Flávio Bolsonaro. A campanha do candidato do PL, por sua vez, nega que o foco dos cortes seja em programas sociais.
“Não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros. Eles sempre cortam dos pobres”, pontuou Lula.
Ao abordar temas de política internacional, Lula comentou o conflito entre Estados Unidos e Irã, ressaltando o “prejuízo extraordinário” que a guerra no Oriente Médio causou ao mundo inteiro.
“No Brasil, hoje, a gasolina diminuiu porque a gente está utilizando dinheiro do petróleo que a Petrobras exporta. Estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue ao povo brasileiro, não chegue no feijão do povo, no pão do povo, no leite do povo”, explicou o candidato.
Agenda de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro
Em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou de uma expressiva moto-carreata. Durante o evento, ele prometeu “levar mais tecnologia, emprego e desenvolvimento a toda população fluminense”.
“Eu quero agradecer a vocês de coração. Eu tô aqui de corpo e alma, nas mãos de Deus e nos braços de vocês, para mudar o destino da nossa nação”, declarou Flávio Bolsonaro, que estava acompanhado do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas.
Na mesma agenda, Flávio Bolsonaro manifestou o desejo de, caso seja eleito, receber a faixa presidencial das mãos de seu pai, Jair Bolsonaro, que está preso e foi condenado a vinte e sete anos pela tentativa de golpe na democracia brasileira.
No início da tarde, ainda no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro cumpriu outra agenda com mulheres, onde afirmou que, se eleito, dedicará atenção especial às mães atípicas.
“Não vai ter um só dia no Rio de Janeiro que vocês não ouvirão falar sobre inclusão”, garantiu o candidato, ao lado da vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback, e de Daniella Marques, coordenadora do eixo Brasil por Elas no plano de governo do presidenciável do PL.
Uma imagem do evento em São Gonçalo, datada de 10 de outubro de 2026, mostra o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, durante o ato. A foto é de Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro.
Políticas de Inclusão e Mulheres
Flávio Bolsonaro reiterou que as políticas de inclusão, assim como as políticas para mulheres, serão implementadas de forma transversal em todos os ministérios de um eventual governo seu. “Uma política transversal vai estar na educação, vai estar na segurança, na assistência social, no turismo em todos os lugares”, afirmou.
O candidato do PL tem sido questionado sobre suas propostas para as mulheres, especialmente considerando que, durante o governo de seu pai, o ministério dedicado às mulheres passou a englobar também as pautas de família e direitos humanos. Outros ministérios importantes, como Cultura e Esporte, foram extintos na gestão anterior.
Na área de inclusão, o governo de Jair Bolsonaro publicou um decreto (10.502/2020) que foi posteriormente suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A suspensão ocorreu devido ao risco de enfraquecimento da inclusão escolar, com o direcionamento de pessoas com deficiência apenas para escolas especiais, o que gerou controvérsia e preocupação entre especialistas e defensores dos direitos das pessoas com deficiência.








