A regulamentação do orçamento impositivo de 2027 foi o tema central de uma reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Cáceres. Realizada na manhã desta sexta-feira (09/10), a sessão teve como pauta única a análise do Projeto de Lei nº 026/26, de autoria do Poder Executivo. Durante o encontro, a comissão apresentou 12 propostas de alteração, conhecidas como emendas, ao texto original do projeto, focado no orçamento impositivo de 2027.
Objetivo das Emendas da CCJ
O presidente da CCJ, vereador Franco Valério, detalhou o propósito das intervenções da comissão. Segundo Valério, as emendas visam aprimorar o projeto encaminhado pela Prefeitura, buscando conferir maior objetividade à aplicação dos recursos. A intenção é harmonizar a proposta com os parâmetros constitucionais e a Lei Orgânica do Município, eliminando possíveis margens de interpretação subjetiva ou excessos burocráticos que poderiam dificultar a execução financeira no próximo ano.
Franco Valério enfatizou que as emendas são sugestões de ajustes essenciais para o orçamento impositivo de 2027. O objetivo é assegurar que os parlamentares tenham a garantia de que os recursos estarão efetivamente disponíveis para a implementação de políticas públicas e melhorias aguardadas pela cidade.
Detalhes do Orçamento Impositivo de 2027
Com a regulamentação aprovada, a partir do orçamento impositivo de 2027, cada vereador de Cáceres terá à sua disposição R$ 500 mil em emendas impositivas. Este mecanismo concede ao parlamentar a prerrogativa de indicar diretamente ao Poder Executivo as áreas onde o montante deve ser aplicado. O objetivo é atender às demandas mais prementes que chegam aos gabinetes, abrangendo setores como educação, infraestrutura, saneamento, esporte e lazer.
Prioridade na Saúde e Próximos Passos
A destinação dos recursos das emendas impositivas, parte integrante do orçamento impositivo de 2027, segue uma regra estrita de prioridade social, conforme estabelecido pela Lei Orgânica Municipal. Metade do valor total das emendas de cada vereador, ou seja, R$ 250 mil, deverá ser obrigatoriamente direcionada a investimentos e custeios na área da Saúde. Esta medida visa garantir que uma parcela significativa dos recursos seja aplicada em um setor vital para a população.
Após o debate, que se concentrou na operacionalização e aplicabilidade desses repasses, o projeto, já com as emendas propostas pela CCJ para o orçamento impositivo de 2027, será encaminhado de volta para a análise do Poder Executivo. Somente após essa etapa, o texto será levado à votação no plenário da Câmara. Além do presidente Franco Valério, a Comissão de Constituição e Justiça é composta pelos vereadores Magaly Silva, que atua como relatora, e Cézare Pastorello (PT).








