Milhares de apoiadores lotaram as duas faixas da orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em um significativo ato pela democracia e em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme seu programa de governo. A manifestação ocorreu na tarde desta segunda-feira (12) de outubro de 2026, feriado de Nossa Senhora Aparecida, data que celebra a padroeira do Brasil, conforme noticiado pela Agência Brasil. O evento reuniu uma diversidade de pessoas, desde jovens estudantes até idosos, todos unidos por pautas comuns relacionadas à governança e aos direitos civis.
Vozes da Manifestação: Gerações em Defesa da Democracia
Entre os presentes, destacou-se a professora aposentada Clara Davidorch, de 87 anos, que participou da manifestação acompanhada de duas amigas, de 85 e 82 anos. Em seu depoimento, Clara expressou a importância histórica do voto e a preocupação com o futuro das novas gerações. “Vim nesse ato pelo Lula e pelas mulheres que morreram para que eu pudesse votar. Tenho dois filhos e três netos e penso no futuro deles”, afirmou. Ela revelou estar ativamente engajada na campanha pela reeleição de Lula desde 16 de agosto, demonstrando grande otimismo. “Venham votar. Estou muito otimista. A garotada nos encheu de gás”, disse a aposentada, fazendo alusão às manifestações de estudantes em diversas regiões do país, que também apoiavam o candidato.
A estudante de pós-graduação em Gestão do Conhecimento da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Suelen Geovana, de 25 anos, viajou de Campo Grande, na zona oeste, para se juntar ao ato em Copacabana. Sua motivação estava centrada na defesa de pilares sociais fundamentais. “Estou aqui porque luto pela democracia, pelo acesso à educação, à saúde e à igualdade para todos”, declarou Suelen. Ela enfatizou o papel do governo anterior de Lula em sua trajetória acadêmica: “Graças ao governo Lula, pude fazer uma faculdade pública. Entrei como cotista porque venho de uma família pobre”. A estudante também demonstrou confiança no resultado das eleições, apesar do cenário do primeiro turno, onde Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. “Estou otimista. A gente vai virar”, completou.
A Importância da Participação Cívica e a Visão Familiar
A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, levou seus filhos, Larissa, de 11 anos, e Davi, de 8 anos, à orla de Copacabana, reforçando a ideia de que a participação em atos políticos é uma forma de educação cívica. “As crianças devem ser criadas dentro de um movimento de entender o que acontece na dinâmica social. Viver é um ato político”, explicou Carolina. Ela destacou a relevância do momento eleitoral para o país, que transcende a escolha de um líder. “Este é um momento importante para o país, em que a gente não está apenas escolhendo um representante para chefiar nossa nação, mas também decidindo sobre direitos humanitários e a defesa da dignidade da pessoa humana.” Carolina ressaltou a importância de expor os filhos a diferentes perspectivas, promovendo o pensamento crítico. “Não quero que meus filhos cresçam num ambiente onde todo mundo pensa igual. Eu quero que eles tenham o direito de discordar. Esse é o processo democrático”, concluiu.
Mobilização em Outras Localidades e Transparência Eleitoral
Além do grande ato em Copacabana, outros pontos do estado do Rio de Janeiro também registraram mobilizações em apoio ao presidente Lula nesta segunda-feira. Manifestações estavam previstas em Niterói, na Praça da Cantareira; na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão; nos Arcos da Lapa, no centro do Rio; e em Nilópolis, na Praça dos Estudantes, evidenciando uma ampla base de apoio em diversas cidades fluminenses. A Agência Brasil, em busca de equilíbrio e transparência na cobertura eleitoral, informou que procurou informações sobre atos de campanha do candidato Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O veículo reforçou que o espaço permanece aberto para manifestações e para a divulgação da agenda de campanha de todos os candidatos no país, conforme seu compromisso com a imparcialidade jornalística, como em outras notícias relacionadas, como o erro admitido pelo SBT, a participação de Flávio Bolsonaro em missa e o pedido de isenção da Justiça Eleitoral por Alckmin.








