O confronto na justiça eleitoral entre o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) marcou uma nova escalada na disputa pelo governo do Estado. A investida judicial de Pivetta resultou na retirada de publicações de Fagundes de suas redes sociais, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. A ação partiu do Republicanos, que acusou o senador de utilizar expressões que configurariam um pedido de votos.
De acordo com a ação, ‘Na mesma data em que veiculado o conteúdo com pedido explícito de apoio eleitoral, o representado também divulgou pesquisa eleitoral em seu perfil, circunstância que, no conjunto da obra, evidencia estratégia coordenada de influência sobre o eleitorado, potencializando a ilicitude da propaganda extemporânea’. A decisão judicial apontou que expressões como ‘contamos com vocês’ e ‘vamos juntos pra vitória’, além da indicação de cargos e a divulgação de pesquisa eleitoral, caracterizam conteúdo de campanha antes do período permitido por lei.
Decisão Judicial e Primeiro Confronto na Justiça Eleitoral
O juiz Jean Garcia pontuou que ‘O conjunto da obra revela o uso de aparato típico de campanha, visando consolidar prematuramente a percepção de vitória’. Esta decisão pode ser considerada uma primeira vitória de Otaviano Pivetta contra Wellington Fagundes, dado que Pivetta não obteve o apoio do PL e da família Bolsonaro, como tentava desde o ano passado.
Na semana anterior ao confronto na justiça eleitoral, os dois adversários já haviam elevado o tom das acusações. Pivetta acusou indiretamente Fagundes, alegando que prefeitos não desejam mais governantes que cobrariam retorno de 30% de tudo que encaminham para as prefeituras.
Rebate de Acusações e Operação Suserano
Após a declaração de Pivetta, o senador Wellington Fagundes rebateu, afirmando que Pivetta deveria provar as acusações. Fagundes relembrou a denúncia da Operação Suserano em 2024, feita por ele, na qual 14 deputados estaduais foram citados em investigações relacionadas à destinação de aproximadamente R$ 28 milhões em emendas parlamentares. Wellington Fagundes alegou que parte das acusações não se sustentaram.
O senador declarou: ‘Quatorze deputados ficaram sob suspeita. E alguns nem tinham emendas. Isso mostra uma irresponsabilidade que precisa ser responsabilizada’. Fagundes também gravou um vídeo ao lado do pré-candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), onde ambos afirmam que combaterão o feminicídio e homens que praticam violência contra mulher. Flávio Bolsonaro disse: ‘Agressor de mulher covarde também vai aposentar ou vai ser preso. Então vamos parar’.
Interpretação Política e Desdobramentos
O vídeo foi interpretado pela classe política como um recado a Pivetta, que passou por uma denúncia de violência doméstica. Contudo, após o processo, o vice-governador foi inocentado pela justiça estadual. A disputa pelo governo do Estado segue com o confronto na justiça eleitoral e trocas de acusações entre os pré-candidatos.








