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6 de novembro de 2026

Feminicídios em Mato Grosso: Junho é o mês mais letal e governador aborda limitações

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, repudiou o “discurso fácil” sobre os altos índices de feminicídio no estado, reconhecendo que o governo não tem “nada para comemorar”. O ano de 2026 registra um número crescente de assassinatos de mulheres, com junho sendo o mês mais letal. Dados do Observatório Caliandra indicam 25 mulheres assassinadas neste ano, sendo 7 em junho.
Feminicídios em Mato Grosso: Junho é o mês mais letal
Fred Moraes/Gazeta Digital

Os feminicídios em Mato Grosso registraram um aumento, com junho sendo o mês mais letal, levando o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a repudiar o que chamou de “discurso fácil” sobre os altos índices no estado. Pivetta reconheceu que o governo “não tem nada para comemorar” diante dos números atuais. O ano de 2026 tem mostrado um número crescente de assassinatos de mulheres.

Na última semana, o governador declarou: “Esse ano foram 23 mulheres, isso é realmente estarrecedor. Não, eu não estou me referindo a adversário, eu estou me referindo ao discurso fácil. Todo discurso fácil merece repúdio, e é isso que nós estamos querendo dizer aqui”.

Dados do Observatório Caliandra, uma iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que monitora a violência contra a mulher, indicam que 25 mulheres foram assassinadas neste ano. Junho foi o mês mais violento, registrando 7 mortes por feminicídio e superando o recorde anterior de março. Este cenário de feminicídios em Mato Grosso é preocupante.

O cenário em 2026 aponta para uma crescente contínua da violência de gênero no estado. Somente no primeiro semestre, Mato Grosso contabilizou 23.533 ocorrências de violência doméstica. A escalada também se reflete nos casos de lesão corporal, com 4.120 registros no primeiro semestre de 2026, atingindo quase 50% do total de quase 10 mil casos registrados em todo o ano de 2025.

Limitações no combate aos feminicídios em Mato Grosso

Para o chefe do Executivo, o combate a crimes como os feminicídios em Mato Grosso esbarra em uma limitação física do aparato de segurança pública, uma vez que a violência nasce no ambiente privado. “Todo mundo sabe que esse tipo de tragédia acontece nos lares, acontece dentro de casa, acontece em lugares que o Estado sequer pode entrar, a não ser para atender ocorrência”, alegou Pivetta, justificando que a presença da polícia nas ruas não é suficiente para impedir crimes cometidos.

Apesar de lamentar a estatística de mortes, o governador defendeu a atuação das forças de segurança no esclarecimento dos casos e na punição dos culpados, destacando a transparência da gestão. Ele afirmou que não há nenhum caso de feminicídio em Mato Grosso que não tenha sido esclarecido ou cujo autor não tenha sido preso pelas forças de segurança. “Mato Grosso não tem nada para esconder. Nossos números estão publicados, são transparentes”, garantiu.

Ações e políticas públicas de enfrentamento

Como medida imediata de enfrentamento e expansão da rede de proteção diante do cenário atual, Pivetta anunciou que a Patrulha Maria da Penha será estendida para todos os municípios do estado nos próximos 60 dias. Essas ações visam reduzir os feminicídios em Mato Grosso.

Argumentando que o problema exige ações que vão além da repressão policial, o governador listou políticas públicas transversais desenhadas para reduzir a vulnerabilidade social de mulheres que sofrem violência ou chefiam lares sozinhas. “E o estado está empreendendo inúmeras políticas públicas que beneficiam mulheres jovens, mulheres vulneráveis, mães solteiras. Nesse programa de habitação popular, 6 mil casas serão destinadas a essa população mais vulnerável. Programa de incentivo e financiamento também pela Desenvolve-MT, mulheres rurais, pequenas produtoras, pequenas empreendedoras, palestras, cursos, qualificação profissional. Nós estamos empreendendo em mais de 50 mil cursos profissionalizantes. O estado de Mato Grosso tem se esforçado para amenizar essa pauta que nos faz todos lamentar, ficar tristes”, concluiu o governador.

Fonte: Gazeta Digital

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