MENU
8 de novembro de 2026

Projeto de Lei propõe criação de Fundo Estadual para distribuição de Mounjaro e Ozempic

O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) apresentou um Projeto de Lei para criar o Fundo de Combate à Obesidade do Estado (FCOE). O objetivo é comprar medicamentos como Mounjaro e Ozempic para distribuição gratuita na rede pública. A proposta estabelece critérios para pacientes com obesidade grave e diabetes tipo 2, buscando reduzir filas por cirurgias bariátricas no SUS.
Fundo de Combate à Obesidade: PL propõe distribuição de Mounjaro
Reprodução / ALMT

O Projeto de Lei apresentado pelo deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) prevê a criação do Fundo de Combate à Obesidade do Estado (FCOE). A proposta visa a compra de medicamentos como Mounjaro e Ozempic para distribuição na rede pública de saúde. O projeto estabelece critérios para a entrega gratuita desses remédios a pacientes com obesidade grave e diabetes tipo 2, tendo sido apresentado em sessão de quarta-feira (20) na Assembleia Legislativa.

Detalhes do Fundo e Responsabilidades

A partir do FCOE, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) seria responsável pela aquisição de medicamentos à base de Tirzepatida, como Mounjaro, e Semaglutida, utilizada no Ozempic e Wegovy. O projeto é voltado à organização de critérios de acesso e a evitar o uso indiscriminado dos fármacos. Além disso, busca promover uma redução nas filas por cirurgias bariátricas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Critérios de Acesso e Protocolo Estadual

Segundo o PL nº 615/2026, os medicamentos poderão ser disponibilizados a pacientes com obesidade grave, diabetes tipo 2 e, de forma reduzida, pessoas em sofrimento psíquico associado à imagem corporal. O último caso será somente com acompanhamento multiprofissional. Caso seja aprovada, a SES-MT terá um prazo de 180 dias para elaborar um protocolo clínico estadual com regras mais detalhadas sobre o acesso e a inclusão do serviço nas unidades do estado.

Justificativa e Impacto Financeiro do Combate à Obesidade

O deputado Chico Guarnieri justifica a proposta citando que o tratamento da obesidade e suas comorbidades custam cerca de R$ 25,8 milhões anuais ao SUS em Mato Grosso. Ele argumenta que o Hospital Metropolitano realizou aproximadamente 1,2 mil cirurgias bariátricas em 2024, ao custo médio de R$ 21,5 mil por paciente. A ideia central é que a compra centralizada dos medicamentos reduza custos e evite que municípios adotem critérios diferentes para a distribuição.

Desafios na Saúde Básica e Salvaguardas do Projeto

Entretanto, o contraste com a realidade da saúde básica preocupa. Na capital, o Centro de Distribuição de Medicamentos registrou falta de 25% dos itens essenciais da lista municipal a menos de um ano, incluindo básicos como Amoxicilina, Dipirona e Metformina, um tratamento para diabetes tipo 2. Além disso, mais de 1 milhão de comprimidos de Enalapril foram descartados por vencimento, evidenciando falhas logísticas. O projeto estadual tenta se blindar dessas críticas ao proibir expressamente o uso estético dos medicamentos e exigir acompanhamento por equipes com médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física. Pacientes com obesidade grau I só teriam acesso após seis meses de tratamento não medicamentoso com resultados negativos.

Parcerias e Cenário Nacional do Fundo de Combate à Obesidade

A proposta também autoriza o Estado a participar de consórcios interestaduais e firmar parcerias com a União e iniciativas privadas. No cenário nacional, porém, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) barrou a inclusão de medicamentos similares no SUS, citando um impacto orçamentário de até R$ 6 bilhões em cinco anos. A criação do Fundo de Combate à Obesidade busca endereçar essas questões no âmbito estadual.

Fonte: Gazeta Digital

Cáceres No Ar

Compartilhe a postagem:

Postagens relacionadas

Animação As Aventuras de Tita chega à programação infantil

Animação As Aventuras de Tita estreia na programação infantil da TV Brasil

A animação nacional As Aventuras de Tita estreia na TV Brasil a partir desta segunda-feira (2), integrando a faixa infantil TV Brasil Animada, que vai ao ar às 7h. A série, com temática ambiental, apresenta dez episódios de sete minutos. A produção acompanha Tita, uma menina com poder de falar com animais e se transformar em ararinha-azul, defendendo a natureza e a cultura local com seus amigos.

Leia mais...
Chuvas em novembro: Inmet alerta para tempestades no Brasil

Inmet alerta para chuvas e tempestades em diversas regiões do Brasil no início de novembro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de perigo potencial para tempestades em diversas regiões do Brasil no início de novembro. Amazonas, Rondônia, Centro-Oeste e Sudeste são as áreas mais afetadas, com previsão de chuvas intensas. No Norte, Acre, Roraima, Pará e Tocantins também podem registrar precipitações. A Região Sul terá chuvas com trovoadas e possibilidade de granizo.

Leia mais...
Atividade humana na Amazônia impulsiona emissões de carbono

Estudo revela impacto da atividade humana nas emissões de carbono na Amazônia

Um estudo de 15 anos, liderado por Luciana Gatti do Inpe, revelou que as emissões de dióxido de carbono e monóxido de carbono na Amazônia são predominantemente causadas por atividades humanas, como desmatamento e queimadas. A pesquisa analisou dados de 2010 a 2024, classificando-os em grupos conforme condições climáticas e intensidade das ações humanas. Os resultados indicam que anos com maior atividade humana registraram as maiores emissões.

Leia mais...
plugins premium WordPress