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6 de novembro de 2026

Missionária é presa em operação por suspeita de suporte a facção criminosa

Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa preventivamente na Operação Fariseus, acusada de prestar suporte operacional e comunicacional a uma facção. Ela utilizava um projeto religioso para se aproximar de integrantes da organização e manter contato com presos e foragidos. Fotos a mostram com armas e líderes. Os pais dela, pastores evangélicos, também são alvos da operação, com mandados de busca e apreensão cumpridos.
Missionária presa em operação: suspeita de suporte a facção
Divulgação

A missionária presa em operação Fariseus, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi detida preventivamente pela Polícia Civil nesta quinta-feira (16). Ela é apontada como uma das principais responsáveis por prestar suporte operacional e comunicacional a uma facção criminosa. Segundo as investigações, Rhavenna utilizava um projeto religioso para se aproximar de integrantes da organização e manter contato com presos e foragidos. Os pais dela, que são pastores evangélicos, também são alvos da operação.

Detalhes da Investigação sobre a Missionária Presa

Rhavenna Barcelos de Almeida se apresenta como design de sobrancelhas e membro do projeto Resgatando Vidas, de cunho religioso, que atende detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE). Contudo, durante a apuração policial, foi descoberto que ela tinha relacionamento íntimo com faccionados. Fotos mostram Rhavenna segurando armas e ao lado de lideranças da facção. De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a investigação reuniu fotografias, vídeos, conversas e registros financeiros que demonstram que a atuação do grupo extrapolava a assistência religiosa. As apurações apontam ainda que mulheres ligadas ao projeto religioso integravam um grupo que fazia viagens frequentes ao Rio de Janeiro, onde frequentava comunidades dominadas pela facção e mantinha relacionamentos pessoais e íntimos com integrantes da organização criminosa. Parte dessas viagens, conforme a investigação, era custeada pelos próprios criminosos. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava a estrutura do projeto religioso para ingressar em unidades prisionais, estabelecer contato com detentos, intermediar recados entre presos e pessoas em liberdade e facilitar a aproximação com lideranças da facção.

Envolvimento Familiar na Operação Fariseus

Os pais de Rhavenna, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também são alvos da polícia. Eles aparecem em imagens com faccionados. Contra eles, a polícia cumpriu apenas busca e apreensão. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, os dois são pastores da igreja evangélica e usavam o ‘prestígio’ para servir à facção. A investigação também identificou conversas telefônicas e videochamadas entre integrantes do projeto e criminosos foragidos, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas. Conforme os investigadores, integrantes da família recebiam valores atribuídos à organização criminosa por meio de contas bancárias de terceiros, em uma suposta tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro. Outro trecho da investigação aponta que Rhavenna, com auxílio dos pais, utilizava a estrutura familiar para prestar apoio operacional à facção. Para a Polícia Civil, a atuação extrapolava a finalidade da assistência religiosa e favorecia a comunicação e o suporte a integrantes da organização presos e foragidos, evidenciando a complexidade da Operação Fariseus.

Medidas da Operação e Acusações

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a Operação Fariseus cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou a quebra dos sigilos telefônico, bancário e telemático dos investigados. A Justiça também suspendeu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos. Os investigados respondem por organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para individualizar a participação de cada envolvido e concluir o inquérito policial.

Fonte: Gazeta Digital

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