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6 de novembro de 2026

Operação Adsumus desarticula esquema de lavagem de dinheiro com bingos e jogos de azar em Mato Grosso

A Operação Adsumus em Mato Grosso, deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (10), desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro. Uma facção criminosa utilizava bingos e jogos de azar para ocultar valores ilícitos. Três pessoas foram presas. Foram cumpridos 17 mandados judiciais em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
Operação Adsumus em Mato Grosso: esquema de lavagem de dinheiro é desarticulado
Divulgação/PJC

A Operação Adsumus em Mato Grosso foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (10) com o objetivo de desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Este esquema estava diretamente ligado a uma facção criminosa que utilizava a exploração de bingos e jogos de azar como método para ocultar e dar aparência de legalidade a valores obtidos por meio de atividades ilícitas. Durante a execução da ação policial, três pessoas foram presas.

Ao todo, a operação resultou no cumprimento de 17 mandados judiciais. Desses, 11 eram de busca e apreensão, visando coletar provas e bens relacionados ao esquema, e 3 eram de prisão preventiva, para deter os principais suspeitos. Além dos mandados de prisão e busca, foram aplicadas medidas cautelares importantes, como o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos, a quebra de sigilo bancário para rastrear as movimentações financeiras e a suspensão de atividades comerciais que serviam de fachada para a lavagem. As ordens judiciais foram executadas em quatro municípios estratégicos de Mato Grosso: Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

Detalhes da Operação Adsumus em Mato Grosso

As investigações que culminaram na Operação Adsumus em Mato Grosso foram minuciosamente conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. Os levantamentos da Derf apontaram que a organização criminosa atuava de forma estruturada, promovendo bingos e explorando diversos jogos de azar. O principal propósito era lavar o dinheiro oriundo de atividades criminosas, conferindo uma falsa legalidade aos recursos obtidos por meio de crimes graves, como tráfico de drogas, extorsão e outras práticas ilícitas que geravam grandes volumes de capital ilegal.

Um dos focos centrais da operação foi um estabelecimento comercial situado em Rondonópolis. Este local era utilizado de maneira permanente como sede para a realização de sorteios ilegais de bingo, que eram controlados diretamente pela facção criminosa. A Polícia Civil destacou que a movimentação financeira observada neste estabelecimento era flagrantemente incompatível com a capacidade econômica declarada pelos seus responsáveis, levantando fortes suspeitas de que o local era um ponto chave no esquema de lavagem de dinheiro.

Combate à Lavagem de Dinheiro e Apreensões

Em decorrência das evidências e por determinação judicial, as atividades do estabelecimento em Rondonópolis foram imediatamente suspensas, e o local foi lacrado para impedir a continuidade das operações ilegais. Durante as diligências, foram apreendidas máquinas de bingo, uma máquina de urso e outros equipamentos específicos que eram empregados na exploração dos jogos de azar. Essas apreensões são cruciais para desmantelar a infraestrutura utilizada pela facção na lavagem de dinheiro e na obtenção de lucros ilícitos.

A investigação que deu origem à Operação Adsumus teve seu ponto de partida na análise de aparelhos celulares. Estes dispositivos foram apreendidos com dois suspeitos que estavam envolvidos em um roubo seguido de incêndio a uma padaria, crime ocorrido em fevereiro de 2025, também na cidade de Rondonópolis. O conteúdo detalhado extraído desses dispositivos móveis foi fundamental, pois revelou a existência e a estrutura de uma célula da facção criminosa que possuía atuação em diferentes municípios do estado de Mato Grosso, evidenciando a capilaridade da organização.

Crimes Investigados e Continuidade da Operação

Além do crime de lavagem de dinheiro, os indivíduos investigados são suspeitos de uma vasta gama de outras infrações penais. As suspeitas incluem a integração em organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais e posse irregular de arma de fogo. A complexidade e a diversidade dos crimes reforçam a necessidade da continuidade das ações policiais. As investigações prosseguem ativamente com o objetivo de identificar e responsabilizar outros envolvidos no esquema, bem como para concluir o inquérito policial de forma abrangente e eficaz. A Operação Adsumus reitera o compromisso da Polícia Civil no combate ao crime organizado e na proteção da sociedade mato-grossense.

Fonte: Gazeta Digital

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