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7 de novembro de 2026

Mulheres ligadas a projeto religioso são investigadas em operação da Polícia Civil em MT

Mulheres ligadas a um projeto religioso em Mato Grosso são investigadas na Operação Fariseus. Elas realizavam viagens frequentes ao Rio de Janeiro, frequentavam comunidades dominadas por uma facção criminosa e mantinham relacionamentos com integrantes, com viagens custeadas pelos criminosos. A Polícia Civil apura o uso do projeto para apoio comunicacional, logístico e financeiro à facção, além de suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes.
Operação Fariseus em MT investiga mulheres e projeto religioso
Divulgação

Mulheres ligadas a um projeto religioso investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso realizavam viagens frequentes ao Rio de Janeiro, frequentavam comunidades dominadas por uma facção criminosa e mantinham relacionamentos pessoais e íntimos com integrantes da organização, sendo parte dessas viagens custeada pelos próprios criminosos. As informações constam nas investigações que embasaram a Operação Fariseus em MT, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16).

A operação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpriu um mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão. Medidas cautelares, como a quebra dos sigilos telefônico, bancário e telemático dos investigados, também foram determinadas. A Justiça estabeleceu ainda a suspensão temporária do ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

Detalhes da Investigação da Operação Fariseus em MT

De acordo com a Polícia Civil, integrantes de uma mesma família são investigados por supostamente utilizarem um projeto religioso para prestar apoio comunicacional, logístico e financeiro a uma facção criminosa. Esta facção atua tanto em Mato Grosso quanto no Rio de Janeiro. As investigações tiveram início após uma denúncia anônima indicar que o grupo utilizava a assistência religiosa para ingressar na Penitenciária Central do Estado (PCE) e, supostamente, entregar celulares, carregadores e outros objetos ilícitos a lideranças criminosas.

Embora a suspeita de entrega de ilícitos na PCE ainda não tenha sido comprovada, a análise de aparelhos eletrônicos e de dados telemáticos revelou um conjunto de provas. Segundo a polícia, essas provas demonstram uma relação muito mais ampla entre os investigados e integrantes da organização criminosa. Entre os elementos reunidos estão conversas telefônicas com presos, intermediação de recados entre internos e pessoas em liberdade, contatos frequentes com líderes da facção presos e foragidos, e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Viagens ao Rio de Janeiro e Conexões com a Facção

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foram as viagens ao Rio de Janeiro. Conforme a apuração, integrantes do grupo estiveram em comunidades controladas pela facção, onde foram fotografados ao lado de criminosos foragidos, lideranças da organização e homens armados. As imagens mostram fuzis, pistolas, revólveres, carabinas e rádios comunicadores. Também foram localizadas imagens de crianças portando armamentos personalizados e dos próprios investigados manuseando armas de fogo.

As investigações também identificaram videochamadas entre mulheres ligadas ao projeto religioso e chefes da facção que estavam foragidos da Justiça. Em uma das gravações, um líder criminoso participa da chamada enquanto um comparsa realiza disparos de fuzil em uma comunidade. A Operação Fariseus em MT apura essas conexões.

Suspeitas de Movimentação Financeira e Lavagem de Dinheiro

Segundo a Polícia Civil, o núcleo familiar também é suspeito de movimentar dinheiro em benefício da organização criminosa. A investigação aponta o recebimento de valores atribuídos a presos e lideranças da facção, com utilização de contas bancárias de familiares e terceiros para ocultar a origem dos recursos. Isso era feito por meio de depósitos, transferências e fracionamento de valores. Os investigadores ainda apuram indícios de lavagem de dinheiro, diante do suposto custeio de viagens, procedimentos estéticos e aquisição de veículos para integrantes do grupo.

Outro diálogo interceptado revela que uma das investigadas teria solicitado a aplicação de um ‘salve’ contra um homem acusado de furto. Há também conversas relacionadas à negociação de uma arma de fogo que estaria escondida em uma propriedade rural utilizada pela família.

Prisão Preventiva e Crimes Atribuídos na Operação Fariseus em MT

A jovem presa preventivamente é apontada como responsável por utilizar a estrutura familiar e o projeto religioso para facilitar a comunicação e prestar suporte operacional à organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, ela extrapolou a finalidade da assistência religiosa. Os investigados respondem por organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. O inquérito segue em andamento para individualizar a participação de cada envolvido e analisar o material apreendido durante a operação.

Batizada de Fariseus, a operação faz referência, segundo a Polícia Civil, ao suposto uso da atividade religiosa para promover aproximação, comunicação e apoio a integrantes de organização criminosa, em desvio da finalidade declarada. Esta é a essência da Operação Fariseus em MT.

Fonte: Gazeta Digital

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