A pesquisa presidencial Datafolha para 2026 indica que Lula (PT) alcança 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 36%. Em uma simulação de segundo turno, há um empate técnico, com 47% para o atual mandatário e 45% para o senador fluminense.
O acirramento da disputa já era evidente em rodadas anteriores do Datafolha. Embora Flávio Bolsonaro não tenha mantido a ascensão gradual que reduziu a diferença para Lula de 10 para 3 pontos em quatro meses, a distância atual voltou a 4 pontos. Este cenário, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, configura um empate no limite, com maior probabilidade estatística de Lula estar à frente.
Detalhes da Pesquisa Presidencial Datafolha
No levantamento da semana passada, Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro 36% no primeiro turno. No segundo turno, os registros eram de 46% e 44% respectivamente. A margem de erro permanece em dois pontos percentuais.
A nova pesquisa foi conduzida nas terças-feiras 22 e 23, com a participação de 2.002 eleitores em 125 municípios. O estudo, encomendado pela Folha e pela TV Globo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026.
Cenário do Primeiro Turno e Outros Candidatos
O pelotão inferior na simulação do primeiro turno permanece inalterado. Augusto Cury (Avante) tem 5%, Ronaldo Caiado (PSD) 4%, e Renan Santos (Missão) 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) aparecem com 1% cada. Votos brancos ou nulos somam 5%, e os indecisos são 2%, índices similares aos da semana anterior. A estabilidade do cenário tem gerado pressão das candidaturas líderes por voto útil no primeiro turno, provocando queixas dos concorrentes. Contudo, os números da pesquisa presidencial Datafolha mostram que nenhum dos rivais alcança os 50% mais um voto necessários para uma vitória no primeiro turno.
Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, Lula detém 36% e Flávio Bolsonaro 27%. Os indecisos oscilaram para baixo, atingindo 18%, ante 21% na rodada anterior e 32% no final de agosto. O Datafolha indica que 80% dos eleitores já têm o voto decidido. Entre os que não se declaram bolsonaristas ou petistas, 35% consideram a possibilidade de mudar de ideia.
Confrontos e Estratos Eleitorais no Segundo Turno
No segundo turno, Lula segue empatado na margem de erro com Flávio Bolsonaro, e também com Ronaldo Caiado (46% a 44%) e Augusto Cury (46% a 43%). O presidente vence Romeu Zema (48% a 39%) e Renan Santos (48% a 39%).
A pesquisa presidencial Datafolha revela que Lula tem melhor desempenho entre os 50% mais pobres (46% a 32% contra Flávio Bolsonaro) e entre os 29% menos instruídos (49% a 29%). O desafio para o petista é mobilizar esse eleitorado, que frequentemente contribui para a abstenção.
No Nordeste, que representa 28% dos votantes, Lula lidera com 55% contra 25% do senador. No Sudeste, a região mais populosa (42% da amostra), Flávio Bolsonaro mantém uma vantagem numérica em empate técnico (37% a 35%), com Lula oscilando um ponto para cima na região.
Flávio Bolsonaro se destaca entre os evangélicos (28% da amostra, 47% a 27%), entre eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (33% do eleitorado, 40% a 34%) e entre os sulistas (14% dos ouvidos, 47% a 27%).
Movimentos Políticos e a Pesquisa Presidencial
Cada ponto percentual será decisivo nesta disputa. Esta pesquisa presidencial Datafolha captou os principais movimentos políticos da semana, como o arrefecimento da crise no Supremo Tribunal Federal, o anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família e o tema da ingerência externa na campanha. Os dados da pesquisa presidencial Datafolha fornecem um panorama atualizado.
A discussão sobre Alexandre de Moraes e o Banco Master na corte foi interrompida, dando lugar a vazamentos desfavoráveis alternados a petistas e bolsonaristas, mas a associação entre o ministro e Lula saiu do foco. O reajuste do Bolsa Família foi criticado como eleitoreiro pela oposição, que evita combatê-lo abertamente. Lula já tinha maioria entre os beneficiários do programa. A intenção de voto nesse segmento não teve impacto, com Lula em 53% e Flávio Bolsonaro em 27% (ante 52% e 28% na semana anterior).
A questão externa, recorrente no terceiro mandato de Lula, é um ponto de atenção. Lula discursou na ONU criticando ações do governo de Donald Trump em favor do rival, citando disputa comercial, questionamentos trumpistas sobre a eleição e segurança. Após a fala de Lula, Trump liderou uma reunião onde PCC e Comando Vermelho foram declarados terroristas, abordagem rejeitada pelo Brasil, mas que ressoou na campanha, com Flávio Bolsonaro acusando o presidente de leniência. Lula, por sua vez, aponta a belicosidade de Trump, como a intervenção na Venezuela. O primeiro tarifaço americano, em 2025, ajudou a recuperar a avaliação do petista em defesa da soberania, mas o discurso não vinha auxiliando na campanha.








