MENU
5 de novembro de 2026

Lei sancionada oficializa Setembro Amarelo como campanha nacional de saúde mental

Lei sancionada institui o Setembro Amarelo como política nacional. Dias específicos para prevenção ao suicídio e automutilação são definidos no calendário.
Depressão, suicidio
Depressão, suicidio

Prevenção suicídio automutilação é o foco da lei 15.199/2025, recém-sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que oficializa a campanha Setembro Amarelo como política pública nacional. A iniciativa, que já era realizada desde 2015 por diversas entidades, busca promover a saúde mental e conscientizar sobre a prevenção da automutilação e do suicídio em todo o país. A nova legislação também institui o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio (10 de setembro) e o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação (17 de setembro).

Setembro Amarelo agora é lei

A lei, publicada no Diário Oficial da União, estabelece que a campanha Setembro Amarelo deverá informar sobre os riscos associados à automutilação e ao suicídio, além de orientar sobre os recursos disponíveis para apoio e tratamento. O objetivo é fortalecer o acolhimento de pessoas que enfrentam desafios relacionados à ideação suicida. Estados e municípios poderão promover campanhas na mídia e iluminar prédios públicos com a cor amarela, símbolo da campanha. A iniciativa do Setembro Amarelo surgiu em 2015, organizada pela sociedade civil e entidades representativas. Atualmente, o Centro de Valorização da Vida (CVV), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) estão à frente da campanha.

“Conversar pode mudar vidas”: o tema de 2025

Em 2025, a campanha do Setembro Amarelo adota o tema “Conversar pode mudar vidas”, enfatizando o poder do diálogo como ferramenta para acolher aqueles que sofrem em silêncio. A meta é incentivar a conversa aberta sobre a prevenção do suicídio. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou a Cartilha Amarela – Prevenção e combate ao assédio, a outras formas de violências e ao suicídio relacionado ao trabalho, como parte das medidas de prevenção.

A cartilha do Ministério do Trabalho e Emprego

A cartilha do MTE trata o suicídio como um grave problema de saúde pública e destaca os impactos negativos de práticas abusivas e ambientes de trabalho hostis. O documento identifica os principais alvos de assédio moral, incluindo mulheres, pessoas com deficiência, idosos, população LGBTQIAPN+ e pessoas de outras regiões, nacionalidades ou culturas. O material também oferece auxílio na identificação de formas de assédio e violência no trabalho que podem levar ao sofrimento e ao adoecimento.

Recursos para apoio e tratamento

A rede de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em todo o país oferece serviços especializados para atender às necessidades da comunidade em relação à saúde mental. As equipes multiprofissionais dos Caps são formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e técnicos de enfermagem. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também disponibiliza canais de atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, para prestar apoio emocional e prevenção do suicídio, garantindo o anonimato. O CVV pode ser acessado pelo telefone 188, chat e e-mail. Em casos de urgência ou emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e a Polícia Militar (190) devem ser acionados imediatamente.

Mitos e realidades sobre o suicídio

A questão do suicídio ainda é cercada de tabus na sociedade brasileira. A cartilha do MTE busca desmistificar crenças comuns, esclarecendo que falar sobre suicídio não aumenta o risco, mas sim protege, aliviando a angústia e quebrando tabus. É crucial levar a sério qualquer pessoa que manifeste a intenção de tirar a própria vida. Muitas vezes, essas pessoas já expressaram esses pensamentos a outros e experimentam sentimentos ambivalentes. A mídia não é proibida de abordar o suicídio, pelo contrário, deve informar a população e divulgar onde buscar ajuda.

Suicídio como problema de saúde pública

Em média, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, em 2021, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, o número de suicídios aumentou 66,47% entre 2013 e 2023, atingindo mais de 16,8 mil casos em 2023, o que equivale a 46 suicídios por dia. O Brasil se comprometeu a reduzir esse número em um terço até 2030, conforme a meta 3.4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que visa reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis, promover a saúde mental e o bem-estar. A nova lei que oficializa a campanha Setembro Amarelo representa um importante passo na luta contra a automutilação e o suicídio, reforçando a importância da **prevenção suicídio automutilação** e do acesso à informação e ao apoio.

Fonte Agencia Brasil

Cáceres No Ar

Compartilhe a postagem:

Postagens relacionadas

Animação As Aventuras de Tita chega à programação infantil

Animação As Aventuras de Tita estreia na programação infantil da TV Brasil

A animação nacional As Aventuras de Tita estreia na TV Brasil a partir desta segunda-feira (2), integrando a faixa infantil TV Brasil Animada, que vai ao ar às 7h. A série, com temática ambiental, apresenta dez episódios de sete minutos. A produção acompanha Tita, uma menina com poder de falar com animais e se transformar em ararinha-azul, defendendo a natureza e a cultura local com seus amigos.

Leia mais...
Chuvas em novembro: Inmet alerta para tempestades no Brasil

Inmet alerta para chuvas e tempestades em diversas regiões do Brasil no início de novembro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de perigo potencial para tempestades em diversas regiões do Brasil no início de novembro. Amazonas, Rondônia, Centro-Oeste e Sudeste são as áreas mais afetadas, com previsão de chuvas intensas. No Norte, Acre, Roraima, Pará e Tocantins também podem registrar precipitações. A Região Sul terá chuvas com trovoadas e possibilidade de granizo.

Leia mais...
Atividade humana na Amazônia impulsiona emissões de carbono

Estudo revela impacto da atividade humana nas emissões de carbono na Amazônia

Um estudo de 15 anos, liderado por Luciana Gatti do Inpe, revelou que as emissões de dióxido de carbono e monóxido de carbono na Amazônia são predominantemente causadas por atividades humanas, como desmatamento e queimadas. A pesquisa analisou dados de 2010 a 2024, classificando-os em grupos conforme condições climáticas e intensidade das ações humanas. Os resultados indicam que anos com maior atividade humana registraram as maiores emissões.

Leia mais...
plugins premium WordPress