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7 de novembro de 2026

Vendas no comércio recuam 0,3% em setembro, aponta IBGE

IBGE aponta queda de 0,3% nas vendas do comércio em setembro, a quinta baixa em seis meses. Setor acumula alta de 2,1% em 12 meses.
Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal
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Queda vendas comércio: as vendas no comércio brasileiro registraram um recuo de 0,3% na passagem de agosto para setembro, marcando o quinto mês de resultado negativo em um período de seis meses. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sinaliza uma desaceleração do setor após um breve período de crescimento em agosto, que interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas.

Desempenho Recente do Comércio

O desempenho do comércio, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo IBGE, demonstra uma trajetória de desaceleração. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta um crescimento de 2,1%, o menor índice desde janeiro de 2024. Desde abril, quando o crescimento anual atingiu 3,4%, o desempenho do setor tem apresentado uma tendência decrescente, preocupando analistas e empresários.

Cristiano Santos, analista do IBGE, ressalta que o setor se encontra atualmente em um patamar 1,1% abaixo do pico registrado em março de 2023, o ponto mais alto da série histórica iniciada no ano 2000. “Setembro é um resultado que retoma aquela trajetória negativa que estava acontecendo”, afirma Santos, indicando uma possível reversão das expectativas de recuperação do setor.

Fatores que Influenciam a Queda vendas comércio

Segundo o analista Cristiano Santos, a inflação persistente e uma base de comparação elevada em março são fatores cruciais que explicam o desempenho instável do comércio nos últimos meses. Esses elementos têm dificultado um crescimento mais consistente e sustentável do setor, mantendo-o em um ciclo de altos e baixos.

Em comparação com setembro de 2023, houve uma expansão de 0,8%. No entanto, ao analisar o terceiro trimestre de 2024, observa-se um recuo de 0,4% em relação ao segundo trimestre, reforçando a percepção de um arrefecimento na atividade comercial.

O Comércio Pós-Pandemia

Apesar dos desafios recentes, a pesquisa do IBGE revela que o comércio brasileiro se encontra em um patamar 8,9% acima do período pré-pandemia de Covid-19 (fevereiro de 2020). Este dado demonstra a resiliência do setor em se recuperar dos impactos negativos da crise sanitária, impulsionado por mudanças nos hábitos de consumo e pela adaptação das empresas ao novo cenário econômico.

Desempenho por Setores

Na análise comparativa entre agosto e setembro, seis dos oito setores pesquisados pelo IBGE apresentaram retração. Os destaques negativos foram:

* Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,6%
* Tecidos, vestuário e calçados: -1,2%
* Combustíveis e lubrificantes: -0,9%
* Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -0,9%
* Móveis e Eletrodomésticos: -0,5%
* Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%

Cristiano Santos, ao comentar sobre a queda na venda de livros, jornais, revistas e papelaria, destaca que o setor registra uma trajetória de queda persistente, influenciada pela migração de parte de seu portfólio de produtos para outros formatos, como no caso do livro físico.

Comércio Varejista Ampliado

No comércio varejista ampliado, que engloba as atividades de atacado (veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo), o indicador apresentou um crescimento de 0,2% de agosto para setembro, com uma alta de 0,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Esse resultado demonstra que o setor atacadista tem apresentado um desempenho ligeiramente melhor em comparação com o varejo tradicional, impulsionado pela demanda de outros setores da economia.

Fonte Agencia Brasil

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