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6 de novembro de 2026

Simone Tebet defende revisão de gastos e isenções fiscais no Senado

Ministra Tebet defende no Senado revisão de gastos públicos e benefícios fiscais para otimizar o uso de recursos e equilibrar contas.
Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos Econômicos Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB. Mesa: ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos Econômicos Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Tebet revisão de gastos isenções fiscais foi o tema central da audiência pública da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (19). A ministra defendeu que a revisão de gastos públicos não deve ser encarada de forma negativa, mas sim como uma medida essencial para a gestão eficiente dos recursos. Tebet enfatizou a importância de se gastar bem o dinheiro público, especialmente em um cenário de recursos limitados.

A fala da ministra ocorreu em um momento crucial, com o governo buscando alternativas para equilibrar as contas públicas e garantir a sustentabilidade fiscal do país. A necessidade de otimizar os gastos públicos e combater desperdícios tem sido uma constante no debate econômico nacional.

Simone Tebet enfatizou que a revisão de gastos é uma responsabilidade compartilhada, que envolve todos os setores da administração pública. Ela destacou que o objetivo é identificar áreas onde é possível reduzir despesas sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.

A ministra ressaltou que a medida não deve ser vista como um ataque aos servidores públicos ou aos programas sociais, mas sim como uma forma de garantir que os recursos sejam utilizados da maneira mais eficiente possível. “Está na hora da gente tirar esse tabu de falar de spending review, revisão de gastos, como se fosse alguma coisa nefasta. Ao contrário. A gente tem que gastar bem o pouco recurso que a gente tem. Então falar em revisão de gastos, é falar de cuidar bem do dinheiro do povo brasileiro”, afirmou Tebet durante a audiência.

Revisão de isenções fiscais

Além da revisão de gastos, a ministra Tebet também abordou a necessidade de uma análise minuciosa das isenções e renúncias fiscais. Segundo o governo, esses benefícios fiscais representam um montante superior a meio trilhão de reais, impactando negativamente as contas públicas. Tebet defendeu que é preciso avaliar a efetividade dessas isenções, verificando se elas realmente contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país.

A proposta de revisão das isenções fiscais tem gerado debates e resistências em diversos setores da economia. Empresários e representantes de classes argumentam que esses benefícios são importantes para estimular o investimento e a geração de empregos. Por outro lado, economistas e especialistas defendem que muitas isenções são injustificadas e beneficiam apenas alguns grupos, em detrimento do interesse público.

Simone Tebet ressaltou que a revisão das isenções fiscais deve ser feita de forma gradual e criteriosa, levando em consideração os impactos em cada setor da economia. Ela afirmou que o objetivo não é eliminar todos os benefícios fiscais, mas sim garantir que eles sejam concedidos de forma transparente e eficiente, em consonância com os objetivos de desenvolvimento do país.

Meta fiscal e orçamento de 2026

Na audiência, Tebet também mencionou a meta fiscal prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), garantindo que ela será mantida. Além disso, a ministra assegurou que o orçamento de 2026 será entregue até o dia 31 de agosto, respeitando o prazo legal estabelecido.

Sobre a proposta de corte linear de 10% nos subsídios fiscais, Tebet explicou que essa medida seria apenas um ponto de partida. Para a ministra, a revisão das despesas precisa ser aprofundada a partir de 2026. “Alguns falam em algo como um corte de 10% linear. Eu quero já dizer que isso seria um ponto de partida, não de chegada, isso é absolutamente insuficiente. Não é justiça tributária, mas é o que temos. Então, dá para ser um ponto de partida relevante, mas é preciso depois se debruçar nos números a partir de 2026”, pontuou.

As declarações da ministra reforçam o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal e a busca por soluções que garantam o equilíbrio das contas públicas a longo prazo. A Tebet revisão de gastos isenções fiscais, portanto, sinaliza uma postura de cautela e planejamento na gestão dos recursos, buscando otimizar os gastos e garantir que os investimentos sejam direcionados para áreas prioritárias.

Em um contexto de incertezas econômicas e desafios fiscais, a fala da ministra Simone Tebet no Senado representa um importante passo para o debate sobre a gestão das finanças públicas e a busca por um desenvolvimento econômico sustentável. A revisão de gastos e a análise das isenções fiscais são medidas essenciais para garantir que o país tenha condições de enfrentar os desafios do futuro e construir um futuro mais próspero para todos os brasileiros.

Fonte Agencia Brasil

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