Incêndios florestais Mato Grosso foram tema de destaque na COP 30, em Belém, onde o modelo de atuação integrada entre os setores público e privado no combate e prevenção a esses desastres foi apresentado. O estado se destacou como referência nacional ao registrar, entre julho e outubro deste ano, o menor índice de focos de calor em toda a série histórica monitorada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Modelo de atuação e resultados alcançados
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Flávio Gledson Vieira Bezerra, rebateu as alegações de que a diminuição dos focos de calor se deve exclusivamente ao aumento das chuvas. Segundo ele, dados históricos desde 1998 mostram que em 16 anos a precipitação foi maior do que em 2025. “Não foi precipitação, não foi chuva. Em 2025, choveu muito menos que 16 anos anteriores e mesmo assim a gente teve o menor número de incêndios em todo esse período. Não tenho dúvidas que esses resultados são da parceria, da integração de vários entes, especialmente do produtor rural, na prevenção e combate aos incêndios florestais”, afirmou o comandante. A colaboração entre diferentes setores, incluindo produtores rurais, tem sido crucial para o sucesso na redução dos Incêndios florestais Mato Grosso.
A importância da colaboração e gestão ambiental
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, também enfatizou a importância da atuação conjunta dos órgãos estaduais e do setor privado. “É esse espírito colaborativo que conduz a gestão pública em Mato Grosso, voltada à implementação da agenda ambiental. Um estado com vocação agrícola, que se posiciona como o maior produtor de grãos do Brasil mas que tem responsabilidade e compromisso ambiental associados”, declarou. A abordagem integrada e a responsabilidade ambiental são pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável do estado.
Diferenciais do modelo de Mato Grosso
Entre os pontos destacados do modelo de atuação de Mato Grosso, estão a criação do Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, à Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais (Cedif), presidido pelo governador do estado com a participação de diversas instituições. A elaboração de um plano de ação anual, com previsão de investimentos de R$ 125 milhões em 2025, o monitoramento por meio de uma plataforma adaptada à realidade local, a criação da Rede Estadual de Enfrentamento (Sicraif) e a promoção de pesquisas para encontrar soluções para os problemas também foram ressaltados.
Eixos de atuação no combate aos incêndios
O modelo de atuação sistemática na prevenção e combate aos incêndios florestais em Mato Grosso é estruturado em sete eixos principais: governança, capacitação, tecnologia, pesquisa, estrutura, fomento e normatização. Essa abordagem abrangente visa fortalecer a capacidade do estado de responder de forma eficaz aos desafios impostos pelos incêndios florestais, protegendo o meio ambiente e a população.
Participação e discussões na COP 30
O painel “Inovação e Governança Ambiental: As Respostas de Mato Grosso aos Desafios do Fogo e da Produção Sustentável de Alimentos” contou com a participação da professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Solange Castrillon, e do vice-presidente da Aprosoja, Luiz Pedro Bier, que enriqueceram o debate sobre as estratégias e desafios relacionados à gestão ambiental e à produção sustentável de alimentos. A presença de representantes de diferentes setores demonstra o compromisso do estado em buscar soluções inovadoras e colaborativas para enfrentar os Incêndios florestais Mato Grosso.








