Prefeito preso ouro ilegal: O prefeito de Centro Novo do Maranhão (MA), Joedson Almeida dos Santos, foi preso em flagrante na última quarta-feira (12), juntamente com outros três indivíduos, no município de Confresa, Mato Grosso. A prisão, efetuada por suspeita de envolvimento em atividades de extração e transporte ilegal de ouro e minérios, levou a Polícia Civil de Mato Grosso a solicitar que a Polícia Federal assuma a investigação, considerando a natureza do crime contra a ordem econômica, de competência da União.
Investigação Transferida para a Polícia Federal
A solicitação de transferência da investigação para a Polícia Federal foi formalizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, dada a complexidade do caso e a possível abrangência nacional do esquema de extração e comercialização ilegal de ouro. O prefeito preso ouro ilegal e os demais detidos foram inicialmente encaminhados à Delegacia de Confresa, onde foram autuados em flagrante. A Polícia Federal deverá aprofundar as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão total dos danos causados ao patrimônio público e ao meio ambiente.
Abordagem e Flagrante na MT-430
A prisão do prefeito e seus acompanhantes ocorreu durante uma fiscalização de rotina da Polícia Militar na rodovia MT-430. O nervosismo demonstrado pelos ocupantes da caminhonete Ranger Preta e as versões contraditórias sobre a origem e o destino da viagem levantaram suspeitas. Um dos ocupantes mencionou que o grupo vinha de uma área de garimpo em Paranaíta, o que intensificou a averiguação por parte dos policiais.
Durante a checagem, foi constatado que um dos passageiros, identificado como o prefeito de Centro Novo do Maranhão, já possuía histórico criminal por usurpação de bens da União, relacionado à extração irregular de recursos minerais. Uma busca minuciosa na carroceria do veículo revelou diversos sacos contendo material terroso e pedregoso, com características semelhantes a minério. Além disso, foi encontrado um saco plástico com pequenos fragmentos amarelados, com forte semelhança a ouro.
Indícios e Confirmação da Atividade Ilegal
A descoberta do material suspeito na caminhonete levou o grupo a ser conduzido à 27ª Companhia Independente de Polícia Militar de Confresa, onde a suspeita de se tratar de minério foi reforçada com o uso de um detector de metais. Um perito da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionado para acompanhar os procedimentos e orientou o envio do material apreendido para análise pericial em Cuiabá, visando confirmar a composição e a origem do minério.
Outros Materiais Apreendidos e Suspeitas de Exploração Indígena
Além do material aparentando ser minério e ouro, foram apreendidas notas fiscais de combustível, lonas plásticas, uma apostila contendo nomes e informações em idioma indígena e um GPS de alta precisão. A presença da apostila em língua indígena e a confissão de dois dos ocupantes, que afirmaram trabalhar em garimpos (sendo um deles indígena), levantam a suspeita de exploração mineral em terras indígenas, o que agrava ainda mais a situação do prefeito preso ouro ilegal e seus comparsas.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deverá apurar todas as circunstâncias da extração e transporte ilegal de ouro e minérios, bem como identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso e a extensão dos danos ambientais causados pela atividade ilegal. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.








