O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, atualmente no PSB e prestes a assumir o comando do Podemos, afirmou que a bancada do Podemos se transformará em uma das maiores forças políticas de Mato Grosso. Ele projetou que a sigla elegerá a maior bancada da Assembleia na próxima legislatura, com seis nomes. Um ato marcado para 7 de março, um sábado, marcará o início das filiações ao partido, que terá peso estratégico nas eleições deste ano.
Projeção de Seis Deputados e Potencial de Votos
Max Russi reiterou a projeção de seis deputados para a próxima legislatura, afirmando: ‘Teremos seis deputados. Vamos ser a maior bancada da Assembleia, com certeza. E quando eu falo de seis deputados é porque eu conheço a minha chapa, conheço os nossos candidatos, sei do potencial de votos e sei o que eles vão fazer’, conforme entrevista ao MidiaNews. Ele destacou que a chapa será composta por ‘bons candidatos, de candidatos preparados, de mulheres preparadas, nomes que têm serviço prestado, nomes que ajudem Mato Grosso, nomes que fazem a boa política’. Russi enfatizou que a chapa será bem competitiva e distribuída em todas as regiões de Mato Grosso, atendendo 142 municípios, com nomes bons para a Assembleia Legislativa.
Estratégia para a Câmara Federal e Filiações
Para a Câmara Federal, Max Russi reconheceu que a chapa é mais difícil, mas o objetivo é assegurar pelo menos uma cadeira, ‘se puder duas’. Ele calculou que, com uma chapa de deputado estadual que fará 400 mil votos, é ‘bem possível passar dos 200 mil votos para deputado federal e eleger um’. Sobre filiações, Russi mencionou ter convidado a primeira-dama, Virgínia Mendes, para o Podemos, mas entende as dificuldades de ela se filiar a um partido diferente do esposo. Ele considera que seria uma ‘grande filiação’ e que ela ‘somaria muito para qualquer partido’, por trabalhar a pauta social.
Alianças e Diálogo para o Governo do Estado
Questionado sobre o apoio do Podemos para o Governo do Estado em 2026, Max Russi indicou uma tendência de apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), pela proximidade com o grupo governista. Contudo, ele enfatizou: ‘Essa é uma tendência, não é uma garantia, porque o partido não é do deputado Max. Quem vai tomar essa decisão é a nossa chapa de deputado estadual, federal, juntamente com os prefeitos e vereadores’. Ele reforçou que não ‘fechará’ apoio a ninguém sem diálogo, buscando conhecer o Plano de Governo e o projeto para Mato Grosso. ‘Quem achar que é importante ter o Podemos junto vai ter que fazer essa conversa conosco. Quem não quiser, a gente entende também’, afirmou. Russi minimizou a importância de o partido compor na vice ou suplência ao Senado como definidor de apoio, focando em um bom plano de governo. A formação de a bancada do Podemos é crucial para essas articulações.
Posicionamento Político e Apoio ao Senado
Max Russi definiu o Podemos como um partido de centro-direita. Ele afirmou que, em Mato Grosso, o partido trabalhará ‘o diálogo daquilo que construir a melhor política pública’. Sobre o cenário nacional, ele indicou que o Podemos deve caminhar com a oposição a Lula, sendo uma ‘tendência’ apoiar Flávio Bolsonaro. Russi confirmou seu apoio pessoal ao governador Mauro Mendes para o Senado, caso ele seja candidato, mas o apoio a um segundo nome ainda está em aberto. Ele expressou dúvidas sobre a composição de chapa de Mendes com Cidinho Santos e Rogério Gallo, mas ressaltou que a decisão é do candidato. A força de a bancada do Podemos será um fator importante.
Transição Partidária e Avaliação do Governo Lula
Sobre sua saída do PSB, partido ligado à esquerda, Max Russi afirmou que não se incomodava e que teve ‘todas as liberdades’. Ele disse sair ‘pela porta da frente’ e que a mudança para o Podemos acompanha o entendimento de seu grupo político. Russi acredita que a definição partidária ‘não influencia nem um pouco na escolha do eleitor’, que avalia o trabalho do deputado. Ele criticou o governo Lula em alguns pontos, como o aumento da dívida pública e a taxa de juros, que ‘ajuda muito o sistema financeiro, mas ajuda muito pouco entregar benefícios para a população na ponta’. A expectativa é que a bancada do Podemos reflita esses posicionamentos.
Críticas ao BRT e Balanço da Presidência da AL
Max Russi criticou as obras do BRT em Cuiabá, classificando como ‘absurdo o que fizeram com a nossa Capital’, citando o ‘dinheiro que jogaram fora com o VLT’ e o transtorno no trânsito. Ele considera que a Assembleia Legislativa tem cobrado, mas ‘não está feliz da forma que está sendo tocado’. Sobre sua gestão na presidência da Assembleia, Russi fez um balanço positivo do primeiro ano, destacando o reajuste acima da inflação para servidores, o avanço em pautas do agronegócio, como a moratória da soja, e o recebimento do selo Diamante de Transparência pelo terceiro ano consecutivo. Ele busca uma presidência com diálogo e trabalho conjunto com os Poderes. O trabalho de a bancada do Podemos será fundamental para futuras ações.
Planos Futuros e a Reeleição de A Bancada do Podemos
Para 2026, Max Russi afirmou que seu primeiro projeto é ser um bom presidente da Assembleia e fazer boas entregas. Ele pretende buscar a reeleição como deputado estadual, conversando com companheiros e a população. Sobre a possibilidade de se reeleger presidente da Mesa Diretora, ele considerou ‘muito cedo’ para falar, pois ‘quem fala de Mesa Diretora agora não sabe nem se vai ser eleito em outubro’. Caso reeleito, ele conversará com os pares e os deputados eleitos sobre o desejo para a Mesa Diretora. O foco é entregar um bom serviço como presidente da Assembleia, pois ainda está na metade do mandato. A consolidação de a bancada do Podemos é parte integrante desses planos.








