A Nomeação do Japonês da Federal, o ex-agente Newton Ishii, para o cargo de secretário-adjunto na Secretaria de Governo de Cuiabá, continua a gerar questionamentos na capital. Ishii, que foi condenado em primeira instância em 2020 por facilitação de contrabando na fronteira entre Brasil e Paraguai, passa agora a integrar a gestão da Prefeitura de Cuiabá. A administração municipal tem como uma de suas marcas públicas o discurso de combate à corrupção, o que adiciona um peso simbólico à escolha.
O Histórico e a Notoriedade de Newton Ishii
Newton Ishii ganhou notoriedade nacional durante a Operação Lava Jato, período em que escoltava presos de grande repercussão para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Contudo, em 2020, ele foi condenado por facilitação de contrabando na fronteira Brasil–Paraguai. A sentença judicial apontou ‘extrema gravidade’ na conduta do ex-agente e destacou uma afronta direta à dignidade da função pública. A decisão judicial determinou a perda do cargo e a aplicação de uma multa de R$ 200 mil. Embora essa decisão não impeça legalmente sua nomeação para um cargo político, o histórico de Ishii adiciona um significativo peso simbólico à escolha feita pelo prefeito de Cuiabá.
A Nomeação do Japonês da Federal e a Implantação de Compliance
Procurado para comentar a situação, o secretário municipal de Governo, Ananias Filho, explicou que a função do novo adjunto será estritamente técnica. Segundo Ananias, o foco principal será a prevenção de falhas internas na administração municipal. A missão de Ishii será implantar mecanismos de compliance em todas as secretarias, atuando de forma transversal em toda a estrutura administrativa da prefeitura. Ananias Filho ressaltou que a interpretação da aposta, se será vista como um reforço técnico ou uma contradição política, ‘vai depender dos resultados’ alcançados pela sua atuação.
O secretário detalhou as atribuições de Ishii: ‘Ele é um adjunto para fazer compliance nas secretarias. Vai olhar secretaria por secretaria. A ideia é fazer cursos e análises para evitar algum tipo de conduta equivocada de servidores, promover avaliação e melhorar a atuação funcional’, afirmou Ananias Filho, destacando a importância da Nomeação do Japonês da Federal para a integridade da gestão.
A Escolha Pessoal do Prefeito Abilio Brunini
De acordo com Ananias Filho, a escolha de Newton Ishii não foi uma decisão repentina. Ele relatou que as tratativas para a Nomeação do Japonês da Federal começaram há mais de um mês, sendo fruto de uma articulação direta e partindo de uma iniciativa pessoal do prefeito da capital, Abilio Brunini (PL). O secretário fez questão de destacar que foi consultado previamente sobre a decisão e que não houve qualquer tipo de imposição política na escolha. ‘Ele me chamou para discutir. Eu falei que, para mim, não teria problema nenhum. Não houve imposição. Ele está participando da gestão na função que o prefeito quer’, declarou Ananias.
Ao ser questionado se a nomeação de um ex-agente condenado poderia gerar desgaste à imagem da Prefeitura de Cuiabá, Ananias Filho adotou uma postura cautelosa. Ele evitou emitir uma avaliação direta sobre o potencial impacto negativo, limitando-se a afirmar que a decisão foi uma escolha pessoal do chefe do Executivo municipal. ‘Essa é uma avaliação que o prefeito fez. Eu, sinceramente, não vou avaliar agora. Vamos depender dos resultados futuros’, disse Ananias, reiterando a posição de que a eficácia da Nomeação do Japonês da Federal será medida pelos resultados.
Negação de Movimentação Eleitoral e Críticas Externas
O secretário Ananias Filho também negou qualquer movimentação eleitoral envolvendo o novo adjunto. Ele afastou rumores de que a passagem de Ishii pela Prefeitura poderia servir como um trampolim político para futuras candidaturas. ‘Não tem nenhuma tratativa nesse sentido. O cargo é para ser subsecretário mesmo. Senão, não tem por que entrar no meio e sair no outro’, afirmou Ananias, esclarecendo a natureza da função.
Sobre o fato de Ishii vir de fora do Estado de Mato Grosso para assumir uma função estratégica na administração municipal, Ananias minimizou possíveis críticas. Ele garantiu que, se houver competência por parte do novo secretário, essa característica ‘inundará qualquer desgaste’ que possa surgir em relação à sua origem ou histórico. A Nomeação do Japonês da Federal, portanto, é defendida com base na capacidade técnica e nos objetivos de compliance da gestão.








