O Repúdio da CNTC foi formalizado em nota contra declarações do presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) manifestou-se após o dirigente classificar o Brasil como um ‘país preguiçoso’ e criticar a atuação de sindicatos. A nota foi divulgada no último sábado (21), após a repercussão das falas proferidas durante reunião com lideranças do setor produtivo e parlamentares federais na última semana.
O Repúdio da CNTC e as Declarações Desrespeitosas
Na nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio afirmou que as declarações foram desrespeitosas e ofensivas aos trabalhadores brasileiros. Além disso, a entidade considerou que as falas desqualificam o papel das entidades sindicais. A CNTC destacou que o debate sobre o fim da escala 6×1, atualmente em discussão no Congresso Nacional, é legítimo, mas precisa ocorrer de forma responsável e sem ataques.
Para a confederação, generalizações não contribuem para a construção de soluções e enfraquecem o diálogo entre trabalhadores e empregadores. A entidade ressaltou que os trabalhadores são responsáveis por sustentar a economia nacional, enfrentando jornadas extensas e baixos salários. A CNTC reforçou que a Constituição garante direitos como descanso, lazer e remuneração digna. Nesse contexto, a confederação reiterou que tanto o setor empresarial quanto os trabalhadores têm direito de defender seus interesses, desde que haja respeito mútuo. O Repúdio da CNTC também aborda a importância do diálogo.
Defesa do Papel dos Sindicatos e o Repúdio da CNTC
A CNTC defendeu o papel dos sindicatos como mediadores nas relações de trabalho. A confederação alertou que deslegitimar essas instituições compromete o equilíbrio nas negociações e o ambiente democrático. Esta posição veio em resposta à declaração de Wenceslau Júnior de que os sindicatos ‘blindam o trabalhador’.
Ao final, a confederação reiterou que não aceitará ataques aos trabalhadores. A CNTC cobrou que o debate sobre a jornada de trabalho seja conduzido de forma técnica, equilibrada e respeitosa. O Repúdio da CNTC é veemente contra a forma pejorativa de tratar os trabalhadores brasileiros, que sustentam a economia nacional.
O Debate sobre a Escala 6×1 no Congresso Nacional
A chamada escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um de descanso, está no centro de um debate crescente no Congresso Nacional. Parlamentares discutem propostas que buscam rever esse formato, com o argumento de melhorar a qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores, especialmente em setores como comércio e serviços. Por outro lado, representantes do empresariado alertam para possíveis impactos econômicos, como aumento de custos e redução da competitividade.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e as entidades sindicais do setor de comércio e serviços em todo o país manifestaram publicamente seu Repúdio da CNTC às declarações de Wenceslau Júnior. A entidade reafirmou que o debate sobre a jornada de trabalho deve ser técnico, responsável e respeitoso. A CNTC não aceitará ofensas ou ataques aos trabalhadores brasileiros e considera fundamental preservar e respeitar o papel das entidades sindicais. A confederação enfatizou que o Brasil é construído pelo trabalho de seu povo, e respeitar os trabalhadores é respeitar o país. A nota foi assinada em Brasília, em 21 de março de 2026, por Luiz Carlos Motta, Diretor Presidente, e Lourival Figueiredo Melo, Diretor Secretário Geral da CNTC.








