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6 de novembro de 2026

Abilio Brunini endurece discurso e reitera que não estará em palanque com MDB e aliados

A Posição de Abilio Brunini, prefeito de Cuiabá (PL), é de distanciamento da aliança firmada entre o PL e o MDB. Mesmo após determinação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Abilio endureceu o tom. Ele afirmou que não subirá em palanques com nomes como Jayme Campos (União) e o grupo do MDB e Riva. O prefeito comunicou sua decisão a Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro (PL), focando em nomes bolsonaristas e na campanha da esposa.
Posição de Abilio Brunini: prefeito endurece discurso contra MDB
Fred Moraes/GD

A Posição de Abilio Brunini, prefeito de Cuiabá filiado ao PL, endureceu o discurso contra a aliança firmada entre o PL e o MDB. A manifestação ocorreu mesmo um dia após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, determinar que filiados estão proibidos de pedir votos para candidatos de outras siglas ao Governo de Mato Grosso.

Nesta quarta-feira (5), a Posição de Abilio Brunini de se afastar de qualquer projeto político envolvendo os dois partidos ficou ainda mais consolidada. Ele afirmou que fica mais impossibilitado de subir em qualquer palanque com nomes como Jayme Campos (União), que declarou apoio à candidatura a senatória de Janaina Riva (MDB).

Abilio Brunini e o Distanciamento de Alianças

O prefeito foi enfático ao declarar seu distanciamento de certos grupos políticos. “Onde está Jayme, MDB, grupo do Riva, etc., não combina comigo. (…) Não estou com o MDB, não estou com os Campos, não estou com os Rivas, não estou com essa turma. Eu não vou subir onde estiver o MDB. Ontem ainda, minha decisão ficou mais tomada. Eu não vou subir nesse grupo aí não. A classe política está se reunindo em um grupo e eu não estou com esse grupo, não vou subir com grupo”, afirmou, reiterando a Posição de Abilio Brunini.

Comunicação à Liderança do PL

Abilio comunicou sua posição ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele indicou que pretende concentrar sua atuação eleitoral em nomes ligados ao bolsonarismo e na campanha de sua esposa, Samantha Iris. “Já deixei claro para o presidente Valdemar. Falei: presidente, minha campanha nesse ano vai ser Flávio Bolsonaro, José Medeiros, nossos federais, nossos estaduais, em especial a campanha da minha esposa Samantha Iris. Fora isso, não estarei no projeto dessas pessoas aí”, explicou, detalhando a Posição de Abilio Brunini para o pleito.

Ele reforçou que não possui compromisso eleitoral para pedir votos a Wellington Fagundes, Janaina Riva ou Jayme Campos. Contudo, Abilio reconhece que, por estar filiado ao PL, precisa respeitar as regras partidárias. “Eu não sou obrigado a pedir voto para o Wellington, não sou obrigado a pedir voto para a Janaína, não sou obrigado a pedir voto para o Jayme, não sou obrigado a pedir voto para o MDB. Eu só não posso, pela legalidade, pedir voto para outro candidato. Meu partido tem um projeto, tem seu candidato”, emendou, solidificando a Posição de Abilio Brunini.

Orientações do PL e a Posição de Abilio Brunini

A declaração de Abilio ocorre um dia após Valdemar Costa Neto reforçar a orientação para que filiados da legenda não peçam votos para candidatos de outras siglas ao Governo de Mato Grosso. Essa determinação impede apoio eleitoral a Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás. No entanto, a orientação não obriga os liberais a pedirem votos para Janaina Riva.

A orientação do presidente nacional do PL não determina que prefeitos, vereadores e deputados do partido façam campanha para Janaina Riva. Essa brecha permitiu que setores descontentes com a composição partidária mantivessem distância do MDB sem, necessariamente, romper com a orientação oficial.

A decisão de Valdemar Costa Neto foi tomada após uma reunião com Abilio e José Medeiros, que manifestaram insatisfação com a aliança. Segundo Medeiros, o presidente nacional deixou claro que não obrigaria os integrantes do partido a fazer dobradinha ou pedir votos para Janaina, mas que não permitiria apoio eleitoral a Pivetta.

Fonte: Gazeta Digital

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