A cultura cacerense foi o foco de uma aula de campo para estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés. A iniciativa visou o conhecimento e a valorização dos saberes locais, levando as crianças à casa de Dona Regina, reconhecida pela produção tradicional do bolo de arroz. Esta atividade proporcionou um encontro direto entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e as tradições preservadas pela comunidade.
A ação faz parte do Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro dessa proposta, as turmas dos primeiros anos aprofundam-se no estudo da Região Centro-Oeste, explorando suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita à casa de Dona Regina, o aprendizado sobre a cultura cacerense ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e dos costumes presentes no próprio território onde residem.
Participação e Apoio Pedagógico na Valorização da Cultura Cacerense
Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, sob orientação da professora Marta Norberta; o 1º Ano B, com a professora Márcia Aparecida Destácio; o 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; o 1º Ano D, com a professora Katiane Santana; e o 1º Ano F, acompanhado pela professora Maria Luciana Rodrigues.
A diretora Ivoneide Assunção manifestou apoio à realização da proposta, enfatizando a relevância de proporcionar às crianças o contato direto com as manifestações da cultura cacerense. Ela destacou que tais manifestações englobam não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.
Essa experiência está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino. Tais ações reconhecem o território e os saberes da comunidade como fontes importantes de aprendizagem. Sob essa perspectiva, o patrimônio transcende prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.
O Bolo de Arroz como Patrimônio Cultural
Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua ligação com o bolo de arroz. Ela narrou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o período em que, ainda muito jovem, auxiliava na trituração do arroz no pilão.
O ambiente onde a tradição é mantida transformou-se em um espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina demonstraram às crianças que uma receita pode guardar mais do que ingredientes e técnicas culinárias. Ela pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.
O assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, comentou que a experiência revela as possibilidades de aprendizagem quando a escola se aproxima do território. Ele afirmou que a escola não necessita buscar conhecimentos distantes, e que ao conhecer pessoas como Dona Regina e compreender a tradição do bolo de arroz, as crianças começam a reconhecer o valor da cultura cacerense.
O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, complementou que iniciativas como esta ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. Ele salientou que a Educação Patrimonial também envolve reconhecer os saberes das pessoas que constroem a história da cidade, e que o bolo de arroz abrange memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.
Impacto da Aula de Campo na Aprendizagem Regional
A aula de campo complementou os conteúdos trabalhados previamente em sala de aula, aproximando os estudantes da cultura cacerense. Conforme registrado pelas professoras, as crianças não apenas aprenderam o preparo do bolo de arroz, mas também compreenderam que cada receita carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.
A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, destacou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. Ela finalizou afirmando que valorizar os saberes locais é reconhecer a história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças, mostrando que a comunidade também educa e que esses conhecimentos são parte do patrimônio a ser preservado para as futuras gerações.








