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9 de junho de 2026

Governo e estados firmam acordo para subsidiar diesel e conter alta de preços

O governo federal e pelo menos 20 estados firmaram um acordo para conceder apoio financeiro à importação de diesel. A medida visa conter a alta dos preços do combustível no país, impulsionada pela disparada do petróleo no mercado internacional e tensões no Oriente Médio. O Brasil depende da importação de parte do diesel, e o cenário externo impacta diretamente os preços internos. União e governos estaduais decidiram atuar em conjunto para reduzir esse efeito no curto prazo e garantir maior estabilidade no fornecimento. A subvenção total será de R$ 1,52 por litro.
Acordo para subsidiar o diesel: governo e estados agem contra alta
— Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal e pelo menos 20 estados firmaram um acordo para subsidiar o diesel importado, uma iniciativa que busca conter a alta dos preços do combustível no país. Parte do custo do diesel importado passará a ser pago pelo governo, em resposta à disparada do petróleo no mercado internacional. Essa alta é impulsionada por tensões no Oriente Médio, que elevaram os custos e geraram incertezas sobre o abastecimento. O Brasil, dependente da importação de parte do diesel que consome, sente o impacto direto do cenário externo nos preços internos e no custo de vida da população. União e governos estaduais decidiram atuar em conjunto para reduzir esse efeito no curto prazo e garantir maior estabilidade no fornecimento.

Proposta Conjunta e Valor da Subvenção

A proposta conjunta do governo federal e dos estados visa criar uma subvenção, ou apoio financeiro, ao diesel importado. Discutida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e no Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) em São Paulo, a medida busca reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre o mercado interno. O poder público passará a arcar com parte do custo do combustível importado para evitar repasses mais intensos ao consumidor final. A subvenção total é de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida igualmente: R$ 0,60 pela União e R$ 0,60 pelos estados. Somado a um subsídio anterior da União de R$ 0,32, a subvenção total atinge R$ 1,52. A divisão busca repartir o custo e facilitar a adesão estadual. O subsídio será implementado via Fundo de Participação dos Estados (FPE), com retenção de R$ 0,60 por litro da contribuição de cada estado. O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Beneficiários e Objetivos do Acordo para Subsidiar o Diesel

O benefício será direcionado aos importadores de diesel, responsáveis por trazer o combustível do exterior. Como o Brasil depende da importação para atender a demanda interna, o apoio visa garantir a continuidade dessas operações em cenário de preços internacionais elevados. O principal objetivo do acordo para subsidiar o diesel é garantir a previsibilidade e a segurança no abastecimento nacional, além de conter a pressão de alta nos preços. Com o aumento do petróleo, o custo do diesel sobe, podendo gerar risco de desabastecimento ou aumentos bruscos. A subvenção busca suavizar esse impacto e dar mais estabilidade ao mercado no curto prazo.

Duração, Adesão e Participação Estadual

A medida é temporária, com vigência de até dois meses, para evitar impacto duradouro nas contas públicas e preservar o caráter emergencial durante o período mais crítico da alta de preços. A adesão dos estados é voluntária, embora pelo menos 20 já tenham sinalizado apoio, conforme levantamento do g1. A expectativa é que a ampla participação aumente a efetividade no controle dos preços. A contribuição estadual será proporcional ao volume de diesel consumido em cada unidade da federação. Cotas de estados não participantes não serão redistribuídas, mantendo o caráter voluntário.

Contexto Econômico e Outras Ações

Uma proposta inicial de zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel, com compensação parcial da União, enfrentou resistência estadual devido a perdas anteriores e impacto no financiamento de serviços públicos. O subsídio direto foi a alternativa politicamente mais viável. Esta subvenção se soma a outras iniciativas federais para conter a alta do diesel, como a isenção de PIS e Cofins e um subsídio anterior da União de R$ 0,32. O conjunto de medidas busca reduzir o impacto acumulado da alta internacional do petróleo sobre os preços internos. A alta do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, intensificado por tensões no Oriente Médio que afetaram rotas estratégicas. Com menos oferta ou maior risco logístico, os preços sobem e são repassados. O diesel é essencial no transporte de cargas no Brasil, e seu aumento gera efeito em cadeia, elevando custos de frete, alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação. A medida busca reduzir esse impacto no custo de vida.

Formalização do Acordo para Subsidiar o Diesel

O acordo para subsidiar o diesel ainda não está valendo. A proposta precisa ser formalizada por meio de uma medida provisória (MP), que detalhará as regras de funcionamento do programa. Somente após essa etapa a subvenção poderá ser aplicada na prática.

Fonte: G1

Cáceres No Ar

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