O Advogado condenado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, nesta terça-feira (20), na Avenida da FEB em Várzea Grande, já foi condenado por matar a amante decapitada em Juscimeira e um delegado no Rio de Janeiro a tiros.
Conforme o relato, Paulo dirigia uma Fiat Toro que atropelou a idosa Ilmis Mendes, lançando seu corpo para a pista contrária. A vítima foi atropelada novamente, tendo seu corpo partido ao meio. O advogado foi interceptado por um policial à paisana que presenciou o acidente, após fugir do local.
Em depoimento à Polícia Civil na tarde da mesma terça-feira (20), o advogado afirmou ter passado mal antes do acidente. Ele declarou que a vítima teria atingido seu veículo, dizendo: ‘o corpo dela que acertou o meu carro do lado’.
Histórico do Advogado Condenado
A vida pregressa do advogado revela condenações anteriores. Ele foi condenado a 19 anos de prisão em 2007 pelo assassinato da amante, a estudante de fisioterapia Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos. O crime ocorreu na noite de 13 de abril de 2004, no município de Juscimeira.
Informações da Polícia à época do crime indicaram que Paulo era empresário do ramo de autopeças em Lucas do Rio Verde e, mesmo casado, mantinha um relacionamento com Rosimeire em Cuiabá. Desconfiado de uma possível traição por parte da amante, ele contratou um detetive particular.
O casal viajou para Juscimeira e em um motel da cidade, o advogado executou a jovem por asfixia na banheira do quarto. Em seguida, ele cortou as pontas dos dedos e a cabeça da vítima para dificultar a identificação. O corpo da jovem foi jogado no Rio São Lourenço e encontrado em um barranco. A cabeça da vítima teria sido jogada no Rio das Mortes, mas nunca foi encontrada.
Em entrevista ao MidiaNews em 2012, o advogado condenado declarou estar recuperado, afirmando: ‘Somente se apegando a Deus é possível se recuperar. Eu cumpri a pena, paguei o que tinha que pagar. Saí pela porta da frente da prisão’. Ele também revelou arrependimento pelo crime: ‘Eu me arrependi, sim. Mas, hoje, a minha vida é outra, sou tesoureiro da igreja, faço parte de uma Ong, a Repare, sou membro do conselho de execução penal…’.
Condenação por Homicídio de Delegado
À época do crime contra a amante, Paulo usava o nome falso de Francisco Vaccani e já era procurado pela Polícia por ter matado com um tiro na nuca o delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998, no Rio de Janeiro. O crime ocorreu durante uma discussão na viatura da Polícia. Paulo, que era policial civil, estava no banco de trás do veículo. Ele foi preso em flagrante pelo colega de serviço e encaminhado à Polinter da cidade de Araruama, mas fugiu, vindo para Mato Grosso. Por este crime, o advogado condenado foi sentenciado em 2006 a 13 anos de prisão.
Em entrevista ao site HiperNotícias, em maio de 2017, o advogado detalhou como o crime do delegado aconteceu e o que o levou a Mato Grosso. Ele disse: ‘Depois de ficar dois anos como policial militar e ir para a Polícia Civil ser investigador eu descobri no Rio de Janeiro uma gangue e a gangue era do delegado, por isso, eu acabei o matando, porque naquela época eu achava que na Justiça se você eliminasse essas pessoas acabaria o crime. Mas, não é assim’.
Segundo o advogado, ele atirou na nuca do chefe durante uma discussão e, depois, ficou no ‘mundão’ com o auxílio de documentos falsos. Ele relatou ter trabalhado como garimpeiro, garçom, gerente, porteiro, cozinheiro e churrasqueiro em Rondônia, completando cinco anos após o crime. Paulo considerou retornar ao Rio de Janeiro, mas sua família o desencorajou.
Ele decidiu vender o que possuía em Rondônia e se mudar para Mato Grosso. Comprou pastas para pintar pneu e começou a vendê-las junto com sorvete. Em um dia, encontrou um amigo advogado que ficou surpreso por ele estar vivo e o convidou para trabalhar em Lucas do Rio Verde. O advogado condenado, Paulo Roberto Gomes dos Santos, é agora novamente alvo de investigação após o recente atropelamento.








