A corrida dos candidatos ao Senado por Mato Grosso já movimentou R$ 12 milhões em despesas de campanha ao longo dos 30 dias iniciais. Dados de prestação de contas eleitorais revelam que Margareth Buzetti (PP) lidera o ranking de gastos, com R$ 2,607 milhões registrados até o momento. Em seguida, Zé Medeiros (PL) aparece com R$ 2,535 milhões em despesas.
Outros quatro candidatos ao Senado também somam despesas superiores a R$ 1,5 milhão. Pedro Taques (PSB) registrou R$ 1,8 milhão, Janaina Riva (MDB) contabilizou R$ 1,7 milhão, Mauro Mendes (União) declarou R$ 1,5 milhão e Carlos Fávaro (PSD) também atingiu R$ 1,5 milhão em gastos.
Em contraste com os valores milionários, alguns candidatos registraram despesas significativamente menores. Galvan (Avante) aparece com R$ 414 mil, enquanto Coronel Darwin (Democrata) soma R$ 35,2 mil. Beny Godoy (Agir) declarou R$ 11,5 mil em despesas, e Professor Nelson Ferreira (Agir) registrou apenas R$ 1 mil em gastos.
Detalhamento dos Gastos dos Candidatos ao Senado
As prestações de contas detalham as principais categorias de despesas de cada candidatura.
Margareth Buzetti (PP) concentrou parte de seus recursos na produção de conteúdo para rádio, televisão ou vídeo, com R$ 1,18 milhão, equivalente a 45,25% do total declarado. Outros R$ 943,7 mil foram classificados como serviços prestados por terceiros.
Zé Medeiros (PL) priorizou a mobilização de rua, destinando R$ 688 mil para atividades de militância e mobilização, o que representa 27,14% de suas despesas. A prestação de contas também inclui R$ 500 mil em impulsionamento de conteúdos e R$ 500 mil em serviços advocatícios.
A campanha de Pedro Taques (PSB) registrou R$ 1,004 milhão em serviços prestados por terceiros, a principal despesa, correspondendo a 54,58% do total. Adicionalmente, R$ 300 mil foram categorizados como “diversas a especificar” e R$ 150 mil em serviços advocatícios.
Janaina Riva (MDB) desembolsou R$ 1,756 milhão. Mais da metade desse valor, R$ 883 mil, foi para serviços prestados por terceiros. A candidata também declarou R$ 213 mil em serviços contábeis, R$ 193,6 mil em despesas com transporte ou deslocamento e R$ 150 mil em impulsionamento de conteúdos.
Mauro Mendes (União), com R$ 1.590.241,76 em gastos, registrou R$ 400 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 365,4 mil em publicidade por materiais impressos e R$ 275 mil em impulsionamento de conteúdos. A produção de programas de rádio, televisão ou vídeo somou R$ 155 mil.
Carlos Fávaro (PSD), com despesas de R$ 1.558.836,45, gastou R$ 340 mil em serviços advocatícios, R$ 321,5 mil em atividades de militância e mobilização de rua e R$ 255 mil em impulsionamento de conteúdos. A campanha também destinou R$ 140,9 mil para publicidade por adesivos e R$ 130 mil para despesas com pessoal.
Outros Gastos de Campanha dos Candidatos ao Senado
Candidatos com menores volumes de despesas também detalharam suas aplicações.
Galvan (Avante) concentrou R$ 195,9 mil em publicidade por materiais impressos, representando quase metade de sua despesa total. O impulsionamento de conteúdos consumiu R$ 120,2 mil, e serviços prestados por terceiros somaram R$ 84,6 mil.
Beny Godoy (Agir) declarou R$ 11,5 mil, sendo R$ 6,5 mil em publicidade por materiais impressos e R$ 5 mil em serviços contábeis. Coronel Darwin (Democrata) aparece com R$ 35,2 mil, integralmente destinados à publicidade por materiais impressos.
Professor Nelson Ferreira (Agir) é o candidato com menor volume de despesas declarado entre os nomes analisados, com R$ 1 mil, integralmente destinado a serviços contábeis.
A análise dos gastos dos candidatos ao Senado reflete as estratégias adotadas por cada campanha.








