Corte Servidores TCE-MT: o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) propôs à Assembleia Legislativa dois projetos de lei visando a reestruturação de seu quadro funcional, com a redução e extinção gradual de cargos efetivos. A iniciativa, apresentada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, busca modernizar a administração e otimizar a alocação de recursos.
Detalhes da Proposta de Reestruturação
A proposta principal implica uma significativa redução no número de Técnicos de Controle Público Externo, diminuindo de 180 para 50 o total de cargos. Isso representa um Corte Servidores TCE-MT de 130 posições. Paralelamente, o projeto de lei propõe a criação de um fundo destinado à modernização administrativa tanto do TCE-MT quanto do Ministério Público de Contas (MPC-MT). A formalização dos projetos ocorreu em reunião entre o presidente do TCE-MT e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), na semana anterior.
Além da redução no quadro de Técnicos de Controle Público Externo, o projeto também abrange a extinção dos cargos de Agente de Apoio Técnico. Outra medida impacta o Ministério Público de Contas, com a redução para 10 vagas de Analista de Contas – Especialidade Direito.
Justificativa do TCE-MT
O Tribunal de Contas de Mato Grosso justifica a necessidade de tal reestruturação com base na crescente especialização e digitalização de suas atividades. A modernização dos processos de auditoria, fiscalização e controle tem diminuído a demanda por atividades de apoio consideradas ultrapassadas. Em documento encaminhado à Assembleia Legislativa, o TCE-MT enfatiza que a evolução organizacional do tribunal e a implementação de instrumentos modernos de trabalho permitem uma gestão mais eficiente e focada em áreas estratégicas. A proposta faz parte de uma reestruturação interna que também prevê o fim gradual de funções consideradas ultrapassadas.
Garantias aos Servidores
Um aspecto crucial do projeto é a garantia de que nenhum servidor será demitido de forma imediata. Aqueles que ocupam cargos a serem extintos terão a opção de permanecer em suas funções até que ocorra a vacância da vaga ou serem colocados em disponibilidade, recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço, conforme assegurado pela Constituição Federal. Essa medida busca minimizar o impacto da reestruturação sobre os servidores e garantir uma transição justa e gradual.
Economia e Eficiência
De acordo com o TCE-MT, o Corte Servidores TCE-MT e a reestruturação administrativa trarão economia aos cofres públicos. A redução do quadro de pessoal permitirá que o órgão direcione mais recursos para cargos de maior complexidade e responsabilidade, como os auditores públicos. O tribunal argumenta que a racionalização da despesa pública e a adequação dos quadros de pessoal são essenciais para compatibilizar suas estruturas com as exigências de eficiência administrativa, evitando sobreposição de funções e otimizando a aplicação de recursos orçamentários.
Tramitação na Assembleia Legislativa
Os projetos de lei encaminhados pelo TCE-MT à Assembleia Legislativa passarão por análise detalhada nas comissões internas da Casa antes de serem submetidos à votação pelos deputados estaduais. Esse processo de análise e debate é fundamental para garantir a transparência e a legitimidade da reestruturação proposta. A aprovação dos projetos dependerá da avaliação dos parlamentares sobre os benefícios e impactos da medida para o Tribunal de Contas, o Ministério Público de Contas e a sociedade mato-grossense.








