A formação de uma **dobradinha Fávaro e Taques** para a disputa ao Senado em outubro é sinalizada pelo senador Carlos Fávaro (PSD), pré-candidato à reeleição. Fávaro já indicou à Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) que aceitará o acordo nacional que prevê a participação do ex-governador Pedro Taques (PSB) na chapa, ocupando a segunda vaga na corrida eleitoral.
Mudança de Postura e Pesquisas Internas
Inicialmente, o senador Carlos Fávaro havia ensaiado resistência à ideia de uma **dobradinha Fávaro e Taques** e chegou a impulsionar nomes femininos para a disputa, como o da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Patrícia Nogueira (PCdoB), e o da ex-vereadora Edna Sampaio (PT). No entanto, a reportagem apurou que o senador teria mudado de ideia. Pesquisas internas indicam que Pedro Taques não tem tido inserções significativas no interior do Estado, não pontuando em algumas regiões. Diante desse cenário, Fávaro avalia que Taques não disputará votos diretamente com ele, uma vez que o recall eleitoral do ex-governador se concentra na Baixada Cuiabana. A percepção é que esta **dobradinha Fávaro e Taques** pode ser estratégica.
Acordo Nacional e Diálogo Pendente
A mudança de postura de Carlos Fávaro também é atribuída a um acerto nacional. O PSB nacional já teria chegado a um acordo com o PT, garantindo espaço na chapa majoritária em diversos estados, incluindo Mato Grosso. Apesar da sinalização para a **dobradinha Fávaro e Taques**, os dois pré-candidatos ainda não conversaram diretamente sobre a possível aliança. A expectativa é que o caso seja mediado pela própria Federação Brasil da Esperança. Questionado sobre a ausência de diálogo, o senador Fávaro alegou que o momento atual é de consolidação da pré-campanha. ‘Estamos em fase de consolidação das candidaturas. E é isso que estamos fazendo. Composições devem acontecer mais perto das convenções’, afirmou o senador. Pedro Taques segue uma linha similar, declarando que está focado na reconstrução do PSB no Estado e na busca por apoio à sua pré-candidatura ao Senado. ‘No momento certo a gente vai conversar com todo mundo’, disse Taques.
Resistência de Petistas à Aliança
Apesar do acordo nacional e da sinalização para a **dobradinha Fávaro e Taques**, a composição com o ex-governador Pedro Taques enfrenta resistência dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso. O deputado Lúdio Cabral, considerado a maior liderança do PT no estado, não é favorável a essa aliança. Para o parlamentar, os eleitores mato-grossenses já expressaram sua opinião sobre Taques em eleições anteriores. Contudo, o grupo liderado pela presidente do PT, a ex-deputada federal Rosa Neide, que busca retornar à Câmara este ano, apoia a dobradinha com Taques para o Senado. Rosa Neide faz parte da ala majoritária do partido em âmbito nacional, que detém o controle das decisões internas. Outros grupos de petistas, ligados a sindicatos ou servidores públicos, também se opõem a Taques devido à sua gestão como ex-governador. Além disso, petistas mais radicais recordam que Taques foi o primeiro governador, à época, a defender o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).








