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21 de março de 2026

Rede familiar é primeiro apoio para mulheres em violência doméstica, destaca delegada

A rede familiar desempenha um papel crucial na prevenção e interrupção do ciclo de violência doméstica, sendo o primeiro ponto de apoio para a maioria das vítimas. A afirmação é da delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis. Ela destaca que as famílias são grandes influenciadoras na decisão da vítima de buscar ajuda. A delegada observa que sinais de mudança de comportamento são comuns em mulheres agredidas. É essencial que familiares evitem falas desestimuladoras e promovam a autonomia feminina. O combate à violência é responsabilidade coletiva.
Família na violência doméstica: apoio inicial para vítimas
A coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, delegada Mariell Antonini Crédito - Secom - Foto por: PC-MT

A família na violência doméstica possui um papel fundamental na prevenção e no rompimento do ciclo de agressões, uma vez que o círculo de convivência é onde a maioria das vítimas encontra o primeiro apoio para buscar o fim da violência. Esta perspectiva é apresentada pela delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis e secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra Mulher, órgão em fase de implantação no Governo de Mato Grosso.

O papel da família na violência doméstica

A delegada Mariell Antonini ressalta que, geralmente, a vítima busca apoio primeiro em seu círculo de convivência antes de recorrer a uma instituição formal, como a delegacia. Este apoio da família na violência doméstica é crucial. ‘Por isso, esse primeiro contato, essa sensibilização para que ela busque ajuda, confie no Estado e enxergue uma rede de proteção ao redor dela é muito importante e faz toda a diferença’, destaca Antonini.

Sinais de alerta e a importância do apoio familiar

Mulheres que sofrem violência doméstica frequentemente exibem sinais claros de mudança de comportamento. A delegada observa que essas alterações podem incluir isolamento social, rompimento de vínculos com amigos e familiares, modificação na forma de se vestir para esconder marcas físicas e até uma mudança completa na personalidade. Diante desses indícios, a orientação é que os familiares permaneçam atentos. É crucial, principalmente, evitar falas que desestimulem a denúncia, pois a família na violência doméstica tem um poder de influência significativo. Frases como ‘ele vai mudar’, ‘isso é só uma fase’ ou ‘pense nos seus filhos’ podem manter a vítima em um relacionamento abusivo, fortalecendo o ciclo de violência. ‘As famílias tendem a exercer o papel de grandes influenciadores da decisão que vai ser tomada pela vítima, por isso essas falas desestimuladoras precisam parar’, enfatiza a delegada. Ela explica que a violência contra a mulher ocorre geralmente em um ciclo contínuo e progressivo, começando com ações menores e evoluindo para atos cada vez mais violentos e potencialmente fatais.

Mudanças culturais e autonomia feminina

Para Mariell Antonini, o combate à violência doméstica é uma responsabilidade coletiva que também exige mudanças culturais no ambiente familiar. A forma como a família na violência doméstica educa suas crianças influencia diretamente a construção das relações na vida adulta. A delegada observa que muitas criações são marcadas por desigualdade de gênero, onde homens são incentivados à liderança e ao controle, enquanto mulheres são direcionadas ao cuidado da casa e da família. ‘Quando se constrói a ideia de que o homem é o provedor e tem mais poder dentro da família, isso gera uma percepção de superioridade que pode se refletir em relações abusivas’, explica. A delegada ainda enfatiza a importância da autonomia feminina, especialmente financeira, como um fator decisivo para que muitas mulheres consigam romper o ciclo de dependência do agressor. Ela defende que a educação dentro do ambiente familiar deve incluir ensinamentos sobre controle emocional, respeito às diferenças e a resolução de conflitos por meio do diálogo. ‘A violência não pode ser vista como forma de resolver problemas. É preciso ensinar que frustrações fazem parte da vida e que a violência nunca é uma solução. Essa mudança começa dentro de casa’, conclui, reforçando o papel da família na violência doméstica como agente de transformação.

Fonte: Secon/MT

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