Um homem vandaliza capela em Jauru, localizada na entrada do Município (a 409 quilômetros de Cuiabá), e foi identificado e autuado pela Polícia Civil na segunda-feira (9). O indivíduo, de 47 anos e com identidade não revelada, é acusado de violar e danificar a imagem de Nossa Senhora Aparecida que ficava na capelinha do Cruzeiro. À Polícia, ele afirmou ter praticado o ato ‘a mando de espíritos’ e expressou arrependimento por ter quebrado a imagem.
Detalhes da Autuação por Vandalismo
De acordo com o delegado Uendel Jesus, o suspeito não foi preso, mas apenas ouvido e autuado por vilipêndio de objeto de culto religioso. Ele foi liberado mediante assinatura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), uma vez que se trata de crime de menor potencial ofensivo, com pena que varia entre três meses e um ano.
Identificação do Suspeito
A identificação do homem que vandaliza capela em Jauru foi possível graças a imagens de câmeras de segurança do Vigia Mais MT e informações fornecidas por testemunhas. A câmera de segurança registrou o momento em que o suspeito se aproxima da capelinha com um machado nas mãos. Após permanecer por alguns segundos no local, ele atravessa a rua e se afasta.
A Capelinha do Cruzeiro e sua História
A capelinha do Cruzeiro foi inaugurada em 1995, abençoada pelo padre Stefano Gobbi e realizada pelo padre Nazareno Lanciotti. O padre Nazareno Lanciotti, que será beatificado em Mato Grosso 25 anos após sua morte, nasceu em Roma, na Itália, em 3 de março de 1940, e foi ordenado sacerdote em 1966. Ele iniciou seu trabalho missionário em Jauru, na Diocese de Cáceres, em 1971. Durante 30 anos de missão, fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e criou 57 comunidades eclesiais rurais. O padre foi assassinado aos 61 anos no Município de Jauru, em 11 de fevereiro de 2001.
Registro da Ocorrência de Vandalismo
O caso de vandalismo em capela ocorreu na noite de sábado (7). Um boletim de ocorrência foi registrado denunciando o fato nesta segunda-feira (9) por um sacerdote da cidade, relatando que a escultura de Nossa Senhora havia sido danificada. O caso foi registrado inicialmente como ‘intolerância religiosa’. A Polícia Civil segue acompanhando o caso de vandalismo em capela, que gerou repercussão na comunidade de Jauru.








