O caso envolvendo um investigador estupra presa em Sorriso ganhou novos detalhes com a divulgação de uma nota pública pela defesa da vítima, na noite de segunda-feira (2). O documento detalha as acusações contra o investigador da Polícia Civil de Sorriso, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, preso preventivamente no domingo (1). Ele é acusado de ter ameaçado e estuprado, por quatro vezes, uma mulher que estava detida na delegacia do Município, nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025, conforme o relato do advogado Walter Rapuano, que representa a vítima.
Contexto da Prisão e os Supostos Abusos
De acordo com o documento da defesa, a vítima foi presa temporariamente em 8 de dezembro e levada à delegacia de Polícia Civil de Sorriso. No dia seguinte, 9 de dezembro, ela passou por audiência de custódia, onde sua prisão foi mantida. Em seguida, foi conduzida para exame de corpo de delito pelo investigador Manoel Batista da Silva, o policial acusado. O relato da defesa indica que o terror teria começado no retorno da Politec para a delegacia. Por volta das 18h, teria ocorrido o primeiro estupro. Algumas horas depois, a vítima foi novamente abusada. Na madrugada e no amanhecer do dia 10 de dezembro, conforme o advogado, aconteceram os supostos terceiro e quarto estupros. A nota da defesa detalha que ‘Foram 4 estupros entre o início da noite do dia 9/12/2025 e o amanhecer do dia 10/12/2025’. O ‘modus operandi’ descrito é que o policial retirava a vítima da cela e a levava para uma sala vazia. Em todas as quatro ocasiões, o abusador teria ameaçado a vítima para que ela ficasse quieta e calada, ‘senão mataria sua filha menor’. Este é o cerne da denúncia contra o investigador estupra presa.
Investigação e Confirmação de DNA no Caso do Investigador Estupra Presa
Ainda segundo o advogado, na manhã do dia 10 de dezembro, a vítima foi transferida para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde permaneceu até 11 de dezembro, data em que teve a prisão temporária revogada. Após a soltura, a vítima contatou o advogado e denunciou os supostos estupros. O caso foi levado ao Ministério Público Estadual (MPE), que, após colher o relato, encaminhou a vítima para exame na Politec. O documento da defesa informa que o perito responsável pela coleta de material genético teria afirmado ter encontrado vestígios de esperma na vítima. Após a Polícia Civil iniciar a investigação, foi coletado material genético dos policiais civis da delegacia de Sorriso que estavam de plantão no dia dos fatos. A confirmação de DNA, segundo o advogado, ocorreu em 30 de janeiro, resultando na expedição do mandado de prisão contra o investigador Manoel. A apuração desses fatos é crucial para o desdobramento do caso do investigador estupra presa.
Expectativas da Defesa e Mensagem Final
A nota da defesa expressa as expectativas da vítima e de seus advogados. Eles esperam que o policial civil apontado como autor dos delitos permaneça preso e seja responsabilizado por seus atos, sempre respeitando o devido processo legal e o direito de defesa. A defesa também espera que os procedimentos referentes ao tratamento de mulheres submetidas à prisão sejam revistos pela Polícia Judiciária Civil. A revisão, segundo a nota, deve focar na necessidade da presença permanente de uma policial do sexo feminino para realizar todo e qualquer procedimento que envolva mulheres presas, um ponto crucial após os eventos envolvendo o investigador estupra presa. O documento encerra com uma mensagem sobre a lei: ‘A lição que se tira deste caso é que ninguém está acima da Lei. Ninguém! E, para aqueles que têm certeza da impunidade em razão dos cargos que ocupam, ainda há pessoas com coragem para combater estes e outros desvios, utilizando-se dos meios legais’, uma declaração que ressoa fortemente no contexto do investigador estupra presa.








