O Governo do Estado de Mato Grosso informou que a média salarial servidores ativos foi de R$ 10,7 mil em 2025. O estado conta com 73.662 servidores ativos.
O Executivo estadual planeja enviar um projeto de lei nesta semana à Assembleia Legislativa para votação da Revisão Geral Anual (RGA) de 2026. Com a concessão de um reajuste de 4,26%, a média salarial dos servidores poderá atingir R$ 11,1 mil, conforme dados do Governo.
Destaques da Média Salarial de Servidores
Entre os dados apresentados, alguns cargos se destacam pelos valores salariais. Procuradores do Estado, por exemplo, têm uma média de R$ 40.885,02. Fiscais de tributos registram R$ 37.295,84. Delegados apresentam uma média de R$ 35.168,68. Auditores do Estado têm R$ 32.087,86, e gestores governamentais, com média de R$ 28.892,53. A média salarial para esses grupos é um dos pontos de atenção.
A lista de destaques salariais inclui ainda analistas e fiscais do Indea, com média de R$ 20.287,57. Analistas de meio ambiente possuem uma média de R$ 18.724,88. Profissionais técnicos de nível superior da Saúde SUS têm uma média de R$ 18.254,74. Estes valores contribuem para a composição da média salarial servidores do estado.
O Governo esclareceu que os valores informados correspondem aos salários recebidos e não incluem verbas indenizatórias, adicionais ou outras vantagens que os servidores possam ter em suas funções. Portanto, a média salarial divulgada foca apenas no vencimento base.
Histórico de Reajuste Salarial dos Servidores
De 2022 até 2026, o Governo do Estado afirmou ter reajustado os salários dos servidores em 29,43%. Antes de 2022, o Executivo estava impedido legalmente de efetuar o reajuste. Os dados indicam que o Governo concedeu 4,68% a mais de RGA em comparação com o Governo Federal, que acumulou uma revisão de 24,75% no mesmo período. Este reajuste impacta diretamente a média salarial servidores ao longo dos anos.
Críticas e Impedimentos Legais sobre a RGA
A gestão do governador Mauro Mendes tem sido alvo de críticas por parte de servidores que reivindicam uma RGA de pouco mais de 19%. Essa porcentagem representa o acumulado dos anos de 2020 e 2021. No entanto, o Executivo está legalmente impedido de conceder qualquer tipo de reajuste ou revisão salarial referente a esses períodos. Este impedimento decorre da Lei Federal 173/2020, que está em vigor desde a pandemia da Covid-19.








