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22 de março de 2026

Estudo da Fiocruz: Risco de natimortalidade é 68% maior em cidades vulneráveis

Estudo Fiocruz/USP revela que gestantes em municípios vulneráveis têm até 68% mais risco de natimortalidade. Análise compara dados de 2000 a 2018.
Foto de gestante - Mulher em gestação. Foto: Fotorech/Pixabay
Foto de gestante - Mulher em gestação. Foto: Fotorech/Pixabay

A **natimortalidade vulnerabilidade** apresenta um risco significativamente maior em municípios com condições socioeconômicas precárias, revelando uma disparidade preocupante na saúde materno-infantil no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a London School of Hygiene and Tropical Medicine, Universidade de São Paulo (USP) e Western University, no Canadá, aponta que a probabilidade de um bebê falecer durante a gestação ou no momento do parto é até 68% maior nessas localidades mais vulneráveis. O estudo analisou dados de nascimentos no Brasil entre 2000 e 2018, demonstrando que, apesar da queda geral na taxa de natimortalidade no país, essa redução não se manifestou de forma uniforme em todos os municípios.

Estudo revela disparidades na taxa de natimortalidade

O estudo, publicado na revista BMC Pregnancy and Childbirth, utilizou registros oficiais do Ministério da Saúde e os relacionou ao Índice Brasileiro de Privação (IBP). Esse índice classifica os municípios em diferentes níveis de privação, levando em consideração indicadores como renda, escolaridade e condições de moradia. O objetivo principal da pesquisa foi verificar se a diminuição do risco de natimortalidade observada em nível nacional era semelhante entre os municípios com diferentes graus de privação, visando identificar áreas que necessitam de maior atenção e desenvolver estratégias específicas para reduzir a **natimortalidade vulnerabilidade** nessas regiões mais afetadas.

A estabilidade da natimortalidade em áreas vulneráveis

Uma das constatações mais alarmantes da pesquisa é que, ao longo dos 18 anos analisados, a taxa de natimortalidade permaneceu relativamente estável nas cidades com maior vulnerabilidade, enquanto nas cidades com melhores condições socioeconômicas houve uma queda significativa. Essa disparidade evidencia a necessidade urgente de intervenções mais eficazes e direcionadas para garantir a saúde e o bem-estar de gestantes e bebês nas regiões mais carentes do país. Em 2018, último ano incluído na análise, o Brasil registrou 28,6 mil casos de fetos que morreram após a 20ª semana de gestação, ou bebês que faleceram durante o parto.

Impacto da desigualdade e acesso à saúde

A pesquisadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia, Enny Paixão, destaca que as evidências mostram claramente a existência de uma diferença significativa nas taxas de natimortalidade entre os municípios com diferentes níveis de privação, e que essa diferença tem um impacto real na vida das pessoas. Ela também ressalta a importância de investigar a **natimortalidade** entre municípios segundo o nível de privação para identificar áreas que demandam melhorias no acesso e na qualidade da atenção perinatal. Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores para explicar a persistência de altas taxas de natimortalidade em áreas vulneráveis é que esses municípios concentram uma maior proporção de populações rurais vivendo em áreas remotas, que enfrentam grandes dificuldades para acessar serviços de saúde, especialmente os de maior complexidade.

Melhorias gerais nas políticas de saúde, educação e saneamento básico podem explicar a diminuição da taxa média do país, mas ainda não se sabe por que essas intervenções foram relativamente menos eficazes nos municípios mais carentes. A falta de serviços ou a dificuldade de acesso a eles, bem como a baixa qualidade dos serviços de saúde disponíveis nessas áreas, podem comprometer a atenção pré-natal e durante o parto, contribuindo para o aumento do risco de natimortalidade.

Fonte Agencia Brasil

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