Em ritmo de pré-campanha, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) se declara pronto para a Pivetta Sucessão Estadual e para encarar um embate eleitoral que promete ser acirrado. A afirmação ocorre em meio à expectativa de que o governador Mauro Mendes (União) deixe a função em abril para disputar o Senado, o que levaria Pivetta a assumir o Governo do Estado.
Pivetta Sucessão Estadual: Preparação e Visão de Governo
Em conversa com o MidiaNews, Pivetta definiu ser governador de Mato Grosso como um ‘projeto de vida’. Ele expressou sentir-se ‘nutrido para enfrentar um embate desses, justamente pela trajetória que fiz e pela disposição que tenho de continuar trabalhando. Isso é suficiente’. O vice-governador também manifestou confiança na capacidade de superar os desafios que virão ‘de maneira natural, sem artificialismo’, e que se preparará para o período de prova, com fé na vitória. Oficialmente, a campanha eleitoral começa em agosto, com a eleição prevista para outubro. Pivetta garantiu que seu plano de governo focará na continuidade das obras estruturantes, citando os quatro hospitais regionais em construção e a pavimentação de rodovias. Ele afirmou representar a ‘continuidade com uma evolução’.
Trajetória Política e Motivações para a Sucessão Estadual
Com 30 anos de vida pública, Otaviano Pivetta já atuou como deputado e foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três vezes. Ele relatou ter chegado a Mato Grosso em 1983, aos 23 anos, e ter organizado sua vida pessoal e crescido como empresário. A decisão de entrar na política, em 1996, aos 36 anos, foi motivada por indignação com a falta de infraestrutura em Lucas do Rio Verde, incluindo energia, urbanização, asfalto, escolas e serviços de saúde. Após ser eleito prefeito e reeleito em 2000, e retornar em 2012, ele contribuiu para que Lucas do Rio Verde fosse reconhecida entre as melhores pequenas cidades do Brasil. Em 2018, ele se uniu a Mauro Mendes, descrevendo o estado como ‘completamente desgovernado’ e com serviços públicos em decadência. Juntos, foram reeleitos em 2022. Pivetta destacou a experiência adquirida em ‘sete anos e um mês de muito trabalho e realizações’, sentindo-se preparado para a missão de governar Mato Grosso. Ele ressaltou trazer na bagagem ‘uma experiência de gestor público reconhecida por onde passei’, com ‘desprendimento para cuidar do dinheiro público’ e fazer a melhor destinação para produzir ‘o máximo de lucro social’. A Pivetta Sucessão Estadual, para ele, é um compromisso natural com o futuro de Mato Grosso.
Alianças e Estratégia de Campanha
O vice-governador também abordou a formação de alianças partidárias e a estrutura financeira para a campanha. Ele mencionou a contratação do marqueteiro Duda Lima pelo Republicanos, com quem já realizou encontros e gravou material. A equipe da vice-governadoria será orientada por Lima para intensificar a comunicação e levar as ideias ao povo mato-grossense. Pivetta planeja fazer media training e, sobre sua timidez, afirmou que ‘vencer os medos é uma constante’, e que, apesar de ter medo de falar em público e de avião, conseguiu honrar mandatos com alta aprovação, pois o povo ‘precisa e quer é resultado’. Para ‘empolgar o eleitorado’, ele pretende mostrar o ‘lucro social’ que produziu e os resultados de sua gestão, além de defender valores e ideais. Ele se diferencia da ‘velha política’ pelo ‘rastro que deixei na vida pública’, citando a construção de cidades e a influência no desenvolvimento da BR-163, definindo-se como ‘empreendedor cívico’. Pivetta negou ter sido seduzido pelo poder, afirmando viver uma vida simples e não ter apego. Ele defende a moralidade, economicidade e impessoalidade na gestão pública. Sobre o financiamento, Pivetta afirmou não pretender usar recurso partidário, mas sim doar parte de sua própria renda para a campanha. Em relação à chapa, ele considera importante ter uma mulher como vice, pela pouca representatividade feminina na política, e tem nomes em mente da Baixada Cuiabana. Ele citou como aliados imprescindíveis Mauro Mendes e seu partido (União), o PRD de Mauro Carvalho, e o PP de Cidinho e Margareth Buzetti. Conversou com todos os partidos, exceto o PT, e considera o PSD de Carlos Fávaro ‘improvável’. Sobre o PL, que tem Wellington Fagundes como pré-candidato, Pivetta não tem intenção de dissuadi-lo, mas conta com muitos amigos no partido que acreditam nele. Ele espera apoio por convicção, ‘tudo às claras’, inclusive do prefeito Abílio Brunini, que demonstrou simpatia. Em relação à eleição presidencial, Pivetta afirmou que apoiará Flávio Bolsonaro se ele for candidato contra Lula, ou ‘qualquer um que seja contra o Lula’. A Pivetta Sucessão Estadual é um tema central em suas conversas e articulações políticas.
Relação com Mauro Mendes e Transição
Pivetta revelou que conversou ‘umas 20 vezes’ com o governador Mauro Mendes sobre a data de 3 de abril, prazo para a renúncia de Mendes, que deve ocorrer até 4 de abril para disputar o Senado. Ele descreveu Mendes como ‘muito desapegado’ do poder e que ‘quando larga, larga mesmo’, sem fazer combinações. A comunicação entre eles é facilitada pela longa parceria. Pivetta sente que Mendes está empolgado com a possibilidade de ser senador, e o elogiou como ‘muito preparado, muito bem formado, qualificado’, com uma vida de estudante universitário, empresário de sucesso e legados positivos como prefeito de Cuiabá e governador. Ele acredita que Mendes, como senador, contribuirá muito para o Brasil. Pivetta reiterou que, estando preparado, não teme ataques pessoais durante a campanha, preferindo aguardar os fatos para se pronunciar. Sua preparação para a Pivetta Sucessão Estadual inclui a gestão de sua saúde física e mental, demonstrando resiliência para os desafios que virão.








