A **PM tenta incriminar presidente TJMT**, segundo investigação que culminou na conversão da prisão em flagrante do 2º sargento da Polícia Militar de Mato Grosso, Eduardo Soares de Moraes, em prisão preventiva. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (14). O militar é investigado por falsidade ideológica, associação criminosa e uso de identidade falsa, após se passar pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, em uma tentativa de entrega de R$ 10 mil em espécie na sede do órgão por meio de um aplicativo de transporte.
A decisão de converter a prisão em flagrante em preventiva foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, que justificou a medida como necessária para “garantia da ordem pública, à conveniência da instrução criminal e à aplicação da lei penal”. A análise do caso aponta para um esquema mais amplo, com o objetivo de prejudicar a imagem do desembargador e da instituição.
A defesa do sargento argumentou que a prisão em flagrante não seria aplicável, uma vez que ele se apresentou voluntariamente à corporação. No entanto, o juiz rejeitou o pedido de relaxamento da prisão, citando a existência de “perseguição ininterrupta e diligência contínua” por parte da polícia antes de sua apresentação espontânea, indicando que a apresentação não foi totalmente voluntária, mas sim uma tentativa de mitigar as consequências de seus atos.
A decisão judicial também enfatiza que a conduta de Eduardo Soares de Moraes não se tratou de um “delito comum ou isolado”, mas sim de um ato que “afeta diretamente a integridade e a credibilidade das instituições públicas”. O magistrado ressaltou a audácia da tentativa de manipular a estrutura institucional e a necessidade de uma resposta proporcional do Poder Judiciário, demonstrando a gravidade do caso e o potencial impacto na confiança da população nas instituições. A ação da **PM tenta incriminar presidente TJMT** é vista como um ataque à ordem pública.
Entenda o caso que envolve a PM tenta incriminar presidente TJMT
A denúncia veio à tona quando um motorista de aplicativo foi acionado para realizar a entrega de um envelope no Tribunal de Justiça. Ao chegar no local, o motorista percebeu que o perfil do solicitante utilizava a foto e o nome do Presidente do TJMT, o que lhe causou estranheza. Desconfiado, o motorista procurou a segurança do Tribunal, que confirmou que a Presidência não estava esperando nenhuma encomenda.
Após a verificação das câmeras de segurança do TJMT, a equipe conseguiu identificar Eduardo Soares de Moraes, que estava acompanhado de uma mulher não identificada no momento da entrega do envelope. O boletim de ocorrência registrou que o militar foi o responsável por acionar a corrida e efetuar a entrega do dinheiro.
O motorista de aplicativo também relatou ter recebido ameaças por mensagens de texto, as quais foram posteriormente apagadas do aplicativo, o que indica uma tentativa de intimidação e obstrução da investigação. Esse fato adiciona um elemento de gravidade ao caso, sugerindo um esforço para encobrir a ação criminosa.
Devido à sua condição de policial militar da ativa, o sargento Eduardo Soares de Moraes deverá cumprir a custódia preventiva em uma unidade militar, conforme previsto em lei. As investigações continuam para apurar a motivação por trás da ação da **PM tenta incriminar presidente TJMT** e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. A Polícia Militar de Mato Grosso ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.








