A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, entregou nesta terça-feira (5) uma proposta de delação de Vorcaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF). A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele.
Análise da Proposta de Delação de Vorcaro
Com a entrega do documento, que ainda está em sigilo, a PGR e a PF iniciarão a análise da proposta de delação de Vorcaro. Os dois órgãos poderão solicitar informações adicionais que considerarem incompletas. O depoimento de Daniel Vorcaro também poderá ser agendado pelos investigadores. Posteriormente, os benefícios do acordo deverão ser discutidos. Não há um prazo definido para a conclusão desta análise.
Fase de Negociação e Homologação da Proposta de Delação de Vorcaro
O acordo de delação premiada encontra-se na fase de negociação. Para que a proposta tenha validade legal, ela precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendonça é o relator das investigações que apuram as fraudes no Banco Master.
Prisão e Operação ‘Compliance Zero’
Daniel Vorcaro está atualmente detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi novamente preso no dia 4 de março, sendo alvo da terceira fase da Operação ‘Compliance Zero’, conduzida pela Polícia Federal. Esta operação investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF). A ordem de prisão foi emitida pelo ministro André Mendonça, atendendo a um pedido da PF. Novos dados da investigação indicaram que Vorcaro deu ordens diretas a outros acusados para intimidar jornalistas, ex-empregados e empresários. Além disso, ele teria tido acesso prévio ao conteúdo das investigações, o que é um fator relevante na avaliação da proposta de delação de Vorcaro.








