A quebra de sigilo de Lulinha, Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi celebrada por parlamentares bolsonaristas de Mato Grosso. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário nesta quinta-feira (26). A medida integra o conjunto de ações da investigação sobre descontos associativos não autorizados, que teriam lesado milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
A decisão gerou repercussão na bancada federal de Mato Grosso, principalmente entre membros de oposição ao Governo Federal, que celebraram a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha.
Repercussão entre parlamentares de Mato Grosso
A deputada federal Coronel Fernanda (PL), integrante da CPMI, celebrou a aprovação da quebra de sigilo. Ela afirmou ter protocolado um pedido de prisão de Lulinha e disse que a repercussão já era esperada. ‘O maior medo de Lula aconteceu. Desde o início disse que não mediria esforços para ir atrás de todos os culpados pelo roubo dos aposentados. Com a quebra de sigilo, tudo vai vir às claras’, declarou. A deputada também citou que o empresário teria deixado o país em julho do ano passado, após a abertura da CPMI.
O deputado federal Coronel Assis (União) classificou a decisão como uma ‘vitória contra a impunidade’. ‘O cerco está se fechando. A verdade não vai ficar escondida. Será rastreado centavo por centavo’, afirmou.
Já o deputado Rodrigo Zaeli (PL) teceu críticas, afirmando que antes da decisão não havia transparência nas investigações, mas que com a quebra de sigilo de Lulinha, o rumo pode ser diferente. ‘O Brasil quer respostas. Se não há nada a esconder, não deveria haver medo da verdade. Dinheiro público exige responsabilidade e investigação’, disse.
O deputado federal Nelson Barbudo também se manifestou nas redes sociais. ‘Agora a verdade vem. Chega de proteção. A verdade precisa falar mais alto’, declarou.
Detalhes da investigação e requerimento
A medida de quebra de sigilo foi requerida pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). Ele solicitou a elaboração de relatórios de inteligência financeira (RIF) e o acesso aos dados bancários e fiscais de Lulinha. O nome do empresário Fábio Luís Lula da Silva aparece em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a deflagrarem, em dezembro de 2025, nova fase da Operação Sem Desconto.
Mensagens extraídas pela PF do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’ e apontado como operador do esquema, mencionariam o repasse de ao menos R$ 300 mil para ‘o filho do rapaz’, expressão que, segundo investigadores, seria referência a Lulinha. A quebra de sigilo de Lulinha visa aprofundar essas investigações.
Defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega irregularidades
Em nota divulgada na quarta-feira (25), a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele não tem qualquer relação com as fraudes investigadas e que não participou de desvios ou recebeu valores de origem criminosa. O advogado Guilherme Suguimori Santos informou ter solicitado ao STF acesso integral aos autos da investigação.
Segundo a defesa, o empresário se colocou à disposição para prestar esclarecimentos assim que tiver acesso ao processo. ‘Trabalhamos com fatos e provas, não com conjecturas inverificáveis’, argumentou o advogado. A CPMI do INSS segue com oitivas e análise de novos requerimentos nas próximas semanas, mantendo o foco na investigação dos descontos não autorizados e na quebra de sigilo de Lulinha.








