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7 de novembro de 2026

Suspeito de feminicídio simulou sequestro e tentou vender bens da vítima

Jackson Pinto da Silva, suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes, 64, simulou um sequestro e tentou vender bens da vítima para pagar um suposto resgate. Familiares desconfiaram da versão e impediram a venda. O homem foi preso nesta terça-feira (5) e admitiu a autoria do feminicídio. A polícia afirma que a empresária foi enforcada em outro local e levada para ser enterrada no terreno de sua propriedade, onde funcionava a serralheria gerenciada pelo...
Suspeito simulou sequestro e tentou vender bens da vítima
Maria Klara

O suspeito simulou sequestro e tentou vender bens da vítima, Nilza Moura de Souza Antunes, 64, após matá-la, com o objetivo de pagar um suposto resgate. Jackson Pinto da Silva, o suspeito, foi preso nesta terça-feira (5) e admitiu a autoria do feminicídio. A família da vítima desconfiou da versão apresentada desde o primeiro momento e impediu a venda dos bens. Uma familiar detalhou que o relacionamento do casal era conturbado e o homem não tinha emprego fixo, sendo ‘sustentado’, conforme a jovem que não quis se identificar.

A Desconfiança da Família sobre o Suspeito que Simulou Sequestro

A familiar da vítima detalhou as horas que antecederam a localização do corpo. Segundo ela, Jackson procurou a família e disse que a empresária havia saído para caminhar e sumido. Desconfiados da versão, os parentes procuraram uma vizinha que possui câmeras de segurança. Ao consultar os vídeos, nenhum movimento da vítima saindo ou entrando na casa foi identificado. A jovem relatou: ‘Olhamos na loja e na academia, mas ela não apareceu. Ontem, mais de meia-noite, pedimos imagens da câmera da vizinha e mostrou o carro Argo saindo e entrando. Questionamos ele: ‘como que ela saiu se as imagens não mostram ela?’ Ele disse que ela teria saído do outro lado da rua. Desde então a gente não acreditou em nada mais dele’.

Na manhã desta terça-feira, Jackson foi à delegacia dizendo ter esperança da mulher aparecer e falou de sequestro. Posteriormente, pediu à família a chave de uma caminhonete, celulares e eletrônicos, mas nada foi entregue. Na oportunidade, ele sugeriu que o desaparecimento tinha relação com a família da vítima. Na delegacia, a família contou sua versão e expressou sua descrença. Mostraram as evidências que tinham, e o suspeito também estava presente. Ao delegado, ele falou sobre o sequestro na casa, e todos foram verificar o local. A casa, que é cheia de câmeras, segundo ele, não gravou nada. A familiar afirmou que ‘Depois de matá-la, ele arrancou o drive da câmera de segurança. Ele matou Nilza na casa dela, cavou uma cova e enterrou no terreno que também é dela. Agora ela está sendo desenterrada. Isso é tudo o que a gente sabe’. A desconfiança da família foi crucial para desvendar que o suspeito simulou sequestro.

Prisão e Confissão do Suspeito

Jackson Pinto da Silva foi preso no começo da tarde desta terça-feira (5) e admitiu a autoria do feminicídio, contudo sem detalhar o ato. A polícia afirma que Nilza Moura de Souza Antunes, empresária do setor imobiliário, foi enforcada em outro local e levada para ser enterrada no terreno onde funciona a serralheria gerenciada pelo marido. A área é de propriedade de Nilza. O homem que simulou sequestro foi detido após a desconfiança da família e as evidências. A investigação revelou que o suspeito simulou sequestro para encobrir o crime.

Detalhes da Relação Conturbada

Conforme a parente, o homem dava sinais de abuso na relação, mas não há confirmação de violência doméstica física. O casal já havia se relacionado anteriormente, mas oficializou a união apenas em 2024. A vítima era empresária do setor imobiliário e possuía vários imóveis, enquanto o marido não exercia atividade fixa. A família desconfiou da versão de que o suspeito simulou sequestro desde o início, o que foi crucial para a investigação.

Fonte: Gazeta Digital

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