O diretório estadual do União Brasil em Mato Grosso, liderado pelo governador Mauro Mendes, prepara-se para uma reunião crucial na próxima semana. O objetivo principal é iniciar a definição das chapas proporcionais que disputarão as eleições de 2026, com foco inicial na montagem das listas de candidatos a deputado federal e estadual. Contudo, a decisão sobre a candidatura ao Governo do Estado será adiada, permanecendo em compasso de espera diante de um impasse interno que divide a agremiação.
Reunião do União Brasil em Mato Grosso para Chapas Proporcionais
Conforme apurado, o encontro está agendado para a primeira semana de março. A prioridade será a organização dos nomes já colocados como pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. A discussão sobre a disputa majoritária, que envolve a sucessão estadual, será reservada para um segundo momento, após a consolidação das chapas proporcionais.
Atualmente, o partido contabiliza 14 nomes indicados para deputado federal. Este número, no entanto, pode sofrer ajustes, visto que a legislação permite um máximo de 9 candidatos ao cargo, correspondente ao número atual de deputados federais (8) mais um. A agremiação planeja realocar alguns desses nomes para a disputa de deputado estadual, onde o desafio é considerado ainda maior.
Para a Assembleia Legislativa, o União Brasil em Mato Grosso conta com 4 deputados estaduais eleitos e busca ampliar sua bancada. Até o momento, a sigla registra 18 nomes indicados, de um total de 25 nomes que podem ser lançados para o cargo. A expectativa é de que a formalização dos nomes indicados pelo Progressistas também ocorra, já que os dois partidos formam a Federação União Progressistas (UP). A previsão é que entre seis e oito pré-candidatos do Progressistas sejam apresentados na reunião.
Impasse na Sucessão Estadual do União Brasil
Enquanto a montagem das chapas proporcionais avança, o principal gargalo do grupo político permanece indefinido: a sucessão estadual. Internamente, há uma clara divisão. Uma ala, liderada pelo senador Jayme Campos, defende veementemente uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Em contrapartida, o grupo alinhado ao vice-governador Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos, sustenta a tese de buscar uma composição com outras siglas para a disputa majoritária.
A tendência é que a discussão sobre a candidatura majoritária seja postergada para depois da consolidação das chapas proporcionais. Este movimento é estratégico, visando evitar rachas antecipados dentro do União Brasil em Mato Grosso e garantir maior musculatura eleitoral ao grupo antes de enfrentar a disputa pelo comando do Estado em 2026. A postergação busca fortalecer a base do partido antes de abordar a complexa questão da cabeça de chapa para o governo.
Próximos Passos do União Brasil
A reunião da próxima semana será fundamental para consolidar os primeiros passos na organização eleitoral do União Brasil em Mato Grosso. A definição dos nomes para as chapas de deputado federal e estadual é vista como prioridade para estruturar a base do partido. Somente após essa etapa, a cúpula do partido deverá retomar as discussões sobre a estratégia para a disputa do governo, buscando um consenso que contemple as diferentes visões internas e fortaleça a posição da agremiação no cenário político estadual.








