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6 de novembro de 2026

Fazenda revisa para baixo projeção da inflação para 4,8% em 2024

Ministério da Fazenda ajusta projeção da inflação para 2024, estimando agora 4,8% pelo IPCA. Estimativa anterior era de 4,9%.
Economia, Moeda, Real,Dinheiro, Calculadora
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A Projeção inflação 2024, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, foi revisada para baixo, passando de 4,9% para 4,8%. A nova estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) consta do Boletim Macrofiscal divulgado nesta quinta-feira (11).

Contexto da Revisão da Projeção

De acordo com a SPE, a revisão da projeção ocorre em um cenário de excesso de oferta global de bens, influenciado pelo aumento das tarifas comerciais, especialmente as impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A análise considera também a menor inflação no atacado agropecuário e industrial e os efeitos defasados da valorização do real. A estimativa atual pressupõe a manutenção da bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica em dezembro.

Meta de Inflação e Perspectivas Futuras

A projeção atual ainda indica que o IPCA deve permanecer acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o limite superior da meta é de 4,5%. Para o ano de 2026, a projeção aponta para uma inflação de 3,6%, com expectativa de convergência para o centro da meta a partir de 2027.

Outros Índices de Inflação

Além do IPCA, a SPE também atualizou as estimativas para outros índices de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para o cálculo do salário mínimo e a correção de aposentadorias, manteve-se com uma variação projetada de 4,7%, a mesma estimativa apresentada no boletim anterior. Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que abrange o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, foi revisada de 4,6% para 2,6% para este ano. O IGP-DI, por refletir os preços no atacado, é mais sensível às flutuações do dólar.

Revisão do Crescimento do PIB

A SPE também revisou para baixo a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 2,5% para 2,3%. O boletim justifica essa revisão com base no desempenho do PIB no segundo trimestre, que ficou abaixo do esperado em relação à projeção de julho. Segundo o documento, essa performance reflete os impactos da política monetária sobre o crédito e a atividade econômica.

Desaceleração da Atividade Econômica

De acordo com o boletim, a atividade econômica tem demonstrado uma desaceleração acentuada no segundo trimestre. O ritmo de crescimento diminuiu de 1,3% no primeiro trimestre para 0,4% no segundo, impactado pela queda na produção da indústria de transformação e construção, bem como pela redução nos serviços prestados pela administração pública.

A análise da demanda revela uma desaceleração no consumo das famílias e um recuo no consumo do governo e no investimento. Diante desse cenário, a projeção de crescimento para o PIB da indústria foi revisada de 2% para 1,4%, enquanto a projeção para o PIB de serviços permaneceu em 2,1%.

Desempenho do Setor Agropecuário

Em contrapartida, a projeção para o PIB agropecuário foi elevada de 7,8% para 8,3%, impulsionada pela expectativa de uma maior produção de milho e algodão, bem como pelo abate de bovinos ao longo deste ano. Essa projeção já considera os impactos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e as medidas de mitigação implementadas por meio do Plano Brasil Soberano. A alteração na projeção inflação 2024 reflete um cenário econômico complexo e em constante avaliação.

Fonte Agencia Brasil

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