A Greve Sinjusmat, organizada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), está confirmada para esta quarta-feira (21), conforme anunciado pela entidade. A decisão de manter o movimento paredista ocorre mesmo diante da determinação do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, que considerou a paralisação ilegal e ordenou sua suspensão.
Decisão Judicial e Manutenção da Greve Sinjusmat
O desembargador Rodrigo Roberto Curvo, em seu documento, reiterou que não houve uma tentativa prévia de negociação ou comprovação de frustração de tratativas. Além disso, a decisão judicial apontou a não apresentação do estatuto social da entidade sindical e a ausência de um plano de manutenção dos serviços essenciais por parte do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat). Apesar desses apontamentos, o presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues, afirmou em entrevista ao Gazeta Digital que a categoria decidiu pela manutenção da paralisação. O movimento desta quarta-feira está confirmado, incluindo um manifesto.
Manifesto na Assembleia Legislativa e Reivindicações
O manifesto, que integra a Greve Sinjusmat, será realizado junto a outros servidores públicos filiados à Federação Sindicalista dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESSP-MT). A mobilização visa a cobrança pela Revisão Geral Anual (RGA) de 2026 e a não recomposição do benefício por um período de pelo menos sete anos. Rosenwal Rodrigues declarou: ‘A greve está mantida. Amanhã, a partir das 8h, todos os servidores públicos estarão reunidos em frente à Assembleia Legislativa para o manifesto em defesa do RGA. Lá, os servidores do Poder Judiciário irão decidir se vão cumprir ou não a decisão judicial. O departamento jurídico do sindicato já está tomando todas as medidas cabíveis’.
Origem da Paralisação e Expectativa de Adesão
A paralisação, que começa nesta quarta-feira (21) às 8h, sucede o veto do governo do Estado ao reajuste de 6,8% do Reajuste Geral Anual (RGA). Este reajuste havia sido reivindicado pela categoria e aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no ano passado. Segundo Rosenwal Rodrigues, a decisão pelo movimento paredista foi tomada há semanas, após a realização de assembleias com os sindicalizados. Ele enfatizou que não haverá recuo, mesmo diante de um eventual convite para negociação. O Poder Judiciário de Mato Grosso conta com cerca de 5.500 servidores. Desses, aproximadamente 1.500 ocupam cargos comissionados e não são esperados para aderir à paralisação. Contudo, a expectativa é de uma forte adesão ao movimento. Rosenwal Rodrigues concluiu: ‘Só não para quem é cargo de comissão. No restante, mais de 3 mil servidores vão parar’.








