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8 de novembro de 2026

Polícia Federal investiga furto de material biológico na Unicamp

O furto de material biológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descoberto em março, gerou repercussão nacional. A Polícia Federal prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), suspeita de furtar vírus de laboratório de biossegurança nível 3. Ela foi liberada no dia seguinte, e seu marido, Michael Edward Miller, também é suspeito.
Furto de material biológico da Unicamp: entenda o caso
© Thomaz Marostegan/Unicamp

O furto de material biológico da Unicamp, descoberto em março, gerou repercussão nacional. Na segunda-feira (23), a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. Segundo as autoridades, Soledad é suspeita de furtar vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia, que possui nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto. A professora foi liberada no dia seguinte à prisão. Segundo a polícia, ela teria contado com a ajuda de seu marido Michael Edward Miller, doutorando da Unicamp. A Unicamp comunicou a Polícia Federal no dia 16 de março, mas havia notado dias antes que materiais biológicos haviam desaparecido. Além de abrir uma investigação interna para apurar o crime, a universidade acionou a Polícia Federal, que também investiga o furto de material biológico da Unicamp. A investigação policial segue em andamento com colaboração da universidade. As autoridades policiais ainda não identificaram a motivação do furto.

Detalhes da Investigação sobre o Furto de Material Biológico da Unicamp

Os suspeitos do furto de material biológico da Unicamp são a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e seu marido, o veterinário Michael Edward Miller. Soledad foi presa em flagrante, ficou detida durante um dia na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu e foi liberada após pagar fiança. Até o momento, a motivação do casal para o furto de material biológico não foi esclarecida. Michael Edward Miller, além de veterinário, é doutorando na Unicamp e possui uma empresa de base tecnológica que participa da Incamp, incubadora de empresas da Unicamp. Como participante da incubadora, Miller tem direito apenas a usar o espaço compartilhado de escritório. Assim como Soledad, ele é suspeito de retirar, sem autorização, material do laboratório da universidade.

Localização do Material Subtraído e Medidas da Universidade

Os itens furtados não chegaram a sair do campus da Unicamp. O material foi subtraído do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada e foi encontrado em dois outros laboratórios da própria universidade. Parte estava na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e outra parte foi localizada no Laboratório de Doenças Tropicais Professor Luiz Jacinto da Silva, que pertence ao Instituto de Biologia. O que foi furtado incluiu vários tipos de vírus, mas a Unicamp não especificou quais exatamente. No entanto, a universidade informou que, entre o material biológico subtraído, nenhum dos organismos era geneticamente modificado, como se suspeitava inicialmente. Além de acionar a Polícia Federal, a Unicamp também acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que realiza a análise pericial dos itens que foram furtados.

Acusações e Posição da Unicamp sobre o Furto

A professora Soledad Miller e seu marido poderão responder por furto qualificado e fraude processual. Em comunicado, a Unicamp afirmou que o crime cometido pelo casal é um caso isolado dentro da universidade. A instituição reiterou que segue colaborando integralmente com as autoridades policiais e judiciárias para o esclarecimento dos fatos.

Fonte: Agência Brasil
Cáceres No Ar

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