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9 de junho de 2026

Acusado de matar esposa alega briga, mas corpo é achado amarrado e enterrado

Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a esposa Nilza Moura de Souza Antunes, 64, em Várzea Grande, alegou ter 'perdido a cabeça' durante uma discussão. A polícia investiga premeditação, pois ele teria contratado uma retroescavadeira para abrir a cova onde enterrou a vítima. O corpo, encontrado nesta terça-feira (5) a dois metros de profundidade, estava com pés e mãos amarrados com lacre plástico, material também usado para enforcar.
Acusado mata esposa: corpo é encontrado amarrado e enterrado
Maria Klara Duque/Reprodução

O caso de feminicídio envolvendo Jackson Pinto da Silva, acusado mata esposa Nilza Moura de Souza Antunes, 64 anos, em Várzea Grande, ganhou novos detalhes. Jackson Pinto da Silva, o acusado mata esposa, declarou à polícia que ‘perdeu a cabeça’ durante uma discussão com a vítima. Contudo, as investigações apontam para a premeditação do crime, revelando que ele teria contratado uma retroescavadeira para escavar a cova onde o corpo foi encontrado. A detenção de Jackson ocorreu nesta terça-feira (5), mesmo dia em que o corpo da idosa foi localizado.

Detalhes da Descoberta do Corpo

A delegada Eliane Moraes, titular da Delegacia de Estelionato de Várzea Grande, informou que o corpo de Nilza Moura de Souza Antunes foi encontrado a aproximadamente dois metros de profundidade. A vítima estava com pés e mãos amarrados com lacre plástico. O mesmo tipo de material foi utilizado para enforcar Nilza, conforme detalhado pela autoridade policial.

Investigação Inicial e Confissão do Acusado

A delegada explicou que, apesar de se tratar de um feminicídio, sua unidade foi acionada inicialmente porque Jackson comunicou uma suposta tentativa de golpe. O acusado mata esposa alegou que a vítima havia desaparecido e que recebia mensagens e ligações pedindo resgate. Jackson chegou a afirmar que havia feito transferências para contas bancárias. Durante o interrogatório na Delegacia de Estelionato, ele mencionou ter feito Pix para possíveis sequestradores, o que gerou dúvidas iniciais sobre a natureza do crime. ‘Ele falou que ela tinha desaparecido, que estava recebendo ligações pedindo resgate. Ele chegou até a fazer pix para uma conta, várias situações envolvendo transferências. Como trabalhamos com esse tipo de crime, inicialmente havia dúvida sobre o que estava acontecendo’, disse a delegada.

No entanto, a versão de Jackson começou a ruir durante as diligências. ‘Quando começamos a ouvir familiares e o próprio suspeito, ele passou a entrar em contradição. A partir daí, começamos a desconfiar da história apresentada’, relatou a delegada. A confirmação veio após uma ida à residência do casal. ‘Ele se dispôs a ir com a equipe até a casa para provar que não tinha envolvimento. Mas uma camisa que ele usou no domingo, último dia em que apareceu com a vítima, já estava lavada. Questionamos isso e ele ficou nervoso, entrou em contradição e acabou confessando’, detalhou Eliane Moraes. Após a confissão, o suspeito indicou o local onde havia escondido o corpo, que foi encontrado enterrado.

Motivação Alegada e Indícios de Premeditação

Após admitir o crime, Jackson Pinto da Silva disse à delegada que ‘perdeu a cabeça’ após atritos com Nilza. Ele mencionou que eles tinham uma relação de 11 anos, mas que durante esse período ele teve um filho com outra mulher, o que, segundo ele, estava gerando atrito entre o casal e seria o motivo das brigas. A autoridade policial também informou que Jackson havia tentado vender alguns bens da vítima. Familiares relataram que ele teria feito movimentação bancária de uma conta empresarial de Nilza para uma conta dele, embora a delegada não tenha confirmado a transferência de R$18 mil citada por parentes.

As investigações apontam para a premeditação do crime. ‘Ele teve tempo de contratar uma máquina retroescavadeira, cavar o buraco, colocar o corpo e depois retornar para aprofundar ainda mais a cova. Isso demonstra planejamento’, destacou Eliane Moraes. Além disso, as investigações indicam que o crime pode ter ocorrido em outra residência, e o corpo teria sido transportado posteriormente para o quintal de uma das propriedades da empresária. Uma equipe de perícia está atuando nesse segundo local. Questionada sobre a possível participação de terceiros, a delegada afirmou: ‘A princípio, acreditamos que ele agiu sozinho’.

Desdobramentos do Caso do Acusado Mata Esposa

O caso, inicialmente registrado como estelionato, será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para continuidade das investigações. A DHPP será responsável por aprofundar os detalhes e procedimentos relacionados ao feminicídio. A elucidação do crime e a prisão do acusado mata esposa reforçam o trabalho das autoridades na resolução de casos complexos.

Fonte: Gazeta Digital

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