O senador Jayme Campos (União) disparou críticas contra o novo pedido de Empréstimo de R$ 1,5 bilhão enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa (ALMT), voltado para a construção de moradias. Jayme questionou a real necessidade de novos financiamentos diante da grande propaganda de superávit do caixa estadual e classificou a promessa de entrega de 60 mil residências na reta final da gestão como ‘conversa de boi para dormir’.
Críticas de Jayme Campos ao Financiamento
O senador Jayme Campos (União) levantou questionamentos sobre a origem dos recursos estaduais. ‘Onde está o dinheiro do Mato Grosso? Estão dizendo aí todos os dias que a burra está cheia, né? Diz que tem 12 bilhões aplicados. Como é que o Estado está pedindo autorização para buscar financiamento? O Estado já tem vários financiamentos… Daqui a pouco o Estado está endividado até na boca. E onde está a receita aí, que cresceu 2 bilhões em quatro meses? Nessa toada, o Estado vai ter um excesso de arrecadação no mínimo de 10 bilhões de reais’, alfinetou Jayme. A fala do senador ocorreu após declarações do governador sobre investimentos em Certificado de Depósito Interbancário (CDI) na casa dos milhões.
Jayme Campos ainda afirmou que, se o dinheiro se encontra nas condições especificadas por Otaviano Pivetta, seria suficiente para melhorar a saúde estadual, eliminando a necessidade de mais empréstimos para moradias. O senador criticou a proposta de construir 60 mil casas com este Empréstimo de R$ 1,5 bilhão. ‘Fazer um empréstimo desse para 60 mil casas? Aí não vai, né, amigo? Isso chama-se aquela velha história, conversa de boi para dormir, tá mentindo para o povo aí. Até hoje o Estado, durante os 8 anos do Mauro Mendes, não fez 20 mil casas, como é que vai fazer em 6 meses 60 mil casas? Tem que ser melhor explicado’, disparou Jayme. Ele listou outros empréstimos recentes do Executivo para a BR-163, agricultura familiar e reforma na Educação.
Otaviano Pivetta Rebate Questionamentos sobre o Empréstimo de R$ 1,5 bilhão
Na outra ponta, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu os questionamentos durante sabatina no Jornal do Meio-Dia nesta quinta-feira (25). Ele assegurou que o planejamento é técnico e visa solucionar um passivo histórico de habitação. Pivetta, alvo das críticas que também ecoam nas redes sociais, onde o senador Wellington Fagundes (PL) lidera uma campanha crítica focada no uso dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), usou o espaço na entrevista para contextualizar o projeto e desmentir a tese de que as obras seriam para o curto prazo.
O pré-candidato ao Paiaguás lembrou que a atual gestão herdou mais de 12 mil casas paradas de governos anteriores e utilizou o próprio Fethab para destravar parte das demandas. ‘Nós fomos lá e botamos o recurso necessário para retomar e entregar. Nós destinamos, agora, R$ 1,5 bilhão de reais, através do projeto de lei que foi ontem para a Assembleia, para tomar esse R$ 1,5 bilhão para infraestrutura, já que não há linha de financiamento para a habitação para o Estado. Quantas casas? 60 mil novas residências. Além das 40 que já foram viabilizadas, serão 100 mil novas residências num período de 10 anos. Dez mil por ano. Não é pouco. Agora nós vamos intensificar o programa, vamos fazer 60 mil’, rebateu o pré-candidato. Ele indicou que a ‘queda de braço’ pelo bilionário pacote de empréstimos deve paralisar as atenções do Parlamento estadual nos próximos dias.








