A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2), a Operação Proteção Integral V, uma ação nacional com o objetivo de identificar e responsabilizar indivíduos investigados por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A operação visa combater a exploração sexual infantojuvenil em diversas frentes, incluindo ambientes virtuais.
Em Mato Grosso, a Operação Proteção Integral V resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais foram executadas nos municípios de Cuiabá, Barra do Garças, Comodoro, Glória d’Oeste, Nova Mutum e Rondonópolis. A ação no estado contou com a participação da Polícia Civil de Mato Grosso, reforçando a atuação conjunta das forças de segurança.
Abrangência Nacional e Mobilização de Forças
Coordenada pela Polícia Federal, a Operação Proteção Integral V foi realizada simultaneamente nas 27 unidades da Federação. A iniciativa reuniu um total de 755 policiais, sendo 480 policiais federais e 275 policiais civis, provenientes de 20 estados. Essa ampla mobilização demonstra a magnitude e a importância da operação no combate a esses crimes.
A investigação focou em crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. A atuação se estendeu para a repressão de tais atividades, inclusive aquelas praticadas por meio de ambientes virtuais, que representam um desafio crescente para as autoridades.
Resultados da Operação Proteção Integral V em todo o país
Durante o cumprimento das medidas judiciais em todo o território nacional, a operação registrou resultados significativos. Foram efetuadas 42 prisões em flagrante e cumpridos 13 mandados de prisão preventiva. Além disso, a ação permitiu a apreensão de três adolescentes e o resgate de duas vítimas de abuso, evidenciando o impacto direto na proteção de crianças e adolescentes.
As Polícias Civis de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins participaram ativamente da operação, colaborando com a Polícia Federal para o sucesso da iniciativa.
Continuidade das Ações e Prevenção
A Operação Proteção Integral V dá continuidade a uma série de outras operações nacionais realizadas pela Polícia Federal. Entre as ações anteriores, destacam-se as operações Proteção Integral I, II, III e IV, deflagradas em 2025 e 2026, além da Operação Nacional Guardião Digital, que ocorreu em março deste ano. Essa sequência de operações reforça o compromisso contínuo da PF no enfrentamento a esses crimes.
A Polícia Federal informou que, somente entre janeiro e agosto de 2026, foram cumpridos ao menos 980 mandados de prisão de foragidos da Justiça por crimes sexuais que estavam pendentes de cumprimento. Este dado sublinha a persistência e a abrangência das ações de repressão.
A corporação também reforça a importância de pais e responsáveis acompanharem a rotina das crianças e adolescentes no ambiente virtual. É fundamental orientar sobre os riscos de contatos inadequados em redes sociais, jogos e aplicativos. A PF recomenda atenção a mudanças repentinas de comportamento, como isolamento, medo, alterações de rotina ou maior preocupação em esconder o uso do celular e do computador, que podem ser indicativos de situações de risco.
A operação faz parte das ações de repressão a crimes que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes, buscando fortalecer a proteção integral prevista na legislação brasileira.








