A morte de sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, ocorrida em Cáceres (217 km de Cuiabá), resultou na prisão de dois homens e na apreensão de cinco adolescentes na tarde desta quarta-feira (30). O militar foi morto a tiros durante a madrugada, em sua residência. As prisões e apreensões são resultado de investigações sobre o envolvimento dos suspeitos no crime, que chocou a comunidade local. A investigação da morte de sargento da Marinha prossegue.
Confissão e Ordem de Facção Criminosa
Segundo informações da Polícia Militar, um dos homens presos, apontado como o autor dos disparos, confessou o crime. Ele afirmou ter agido sob as ordens de integrantes de uma facção criminosa, que acompanharam a ação por meio de uma chamada de vídeo. A arma supostamente utilizada no homicídio também foi apreendida pelas autoridades. O suposto atirador, em depoimento à polícia, detalhou que a execução foi ordenada por membros do Comando Vermelho, identificados pelos apelidos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”. A determinação inicial seria para matar dois homens que estariam na residência da vítima. Este detalhe reforça a complexidade por trás da morte de sargento da Marinha.
Ainda de acordo com o relato, antes do homicídio, o suspeito foi até as proximidades da casa, cortou a cerca elétrica para acionar o alarme e se escondeu em uma área de mata. Enquanto aguardava, ele manteve a chamada de vídeo com os supostos mandantes. Por meio da câmera do celular, os integrantes da facção teriam identificado o sargento Anderson quando ele saiu da residência para verificar o ocorrido. Foi nesse momento que eles teriam ordenado que o suspeito atirasse. O homem então deixou o esconderijo e efetuou os disparos contra Anderson, que morreu em decorrência dos ferimentos.
Operação Força Constante na Investigação da Morte de Sargento da Marinha
As prisões e apreensões foram realizadas durante a Operação Força Constante, que contou com a mobilização de equipes da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante as diligências, os policiais receberam informações sobre pessoas suspeitas de prestar apoio logístico aos executores na região do Jardim das Oliveiras. A polícia também apurou que alguns dos envolvidos teriam tentado deixar a cidade utilizando um veículo de transporte por aplicativo.
As informações sobre o carro foram repassadas ao Gefron, que localizou e abordou um VW Polo branco com dois suspeitos. Conforme a PM, um desses suspeitos teria dirigido o veículo utilizado no crime, enquanto o outro é apontado como o responsável pelos disparos que causaram a morte de sargento da Marinha em Cáceres.
Apreensões e Continuidade das Investigações
Durante as buscas, a arma supostamente utilizada no homicídio foi encontrada em uma residência localizada no bairro Residencial Valter Fidelis. Uma adolescente que estava no imóvel foi apreendida, suspeita de guardar e esconder o revólver. As investigações indicaram que outro adolescente teria transportado a arma até o local. Outros menores são suspeitos de fornecer apoio logístico ao grupo, auxiliando a esconder os envolvidos após o crime, na fuga e na ocultação da arma. Todos os detidos foram encaminhados à delegacia para as providências cabíveis.
A polícia apreendeu um revólver Taurus calibre .38, nove munições, cinco celulares, um capacete, uma peça de roupa e R$ 37 em dinheiro. O caso da morte de sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista segue sob investigação da Polícia Civil, buscando esclarecer todos os detalhes do ocorrido.








