A Operação Baba Yaga foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (9) com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que operava de forma estruturada em Campos de Júlio (553 km de Cuiabá). A ação resultou no cumprimento de 33 mandados judiciais em Campos de Júlio, Comodoro e Cuiabá, culminando na prisão em flagrante de sete indivíduos por tráfico de drogas.
Além das prisões, a operação levou à apreensão de diversas porções de entorpecentes. A investigação, conduzida pela Delegacia de Campos de Júlio, teve seu início em setembro de 2024. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, do Polo de Cáceres, evidenciando a abrangência de A Operação Baba Yaga.
Foco e Abrangência da Operação Baba Yaga
Conforme informações da Polícia Civil, o principal foco da operação foi desmantelar a estrutura da organização criminosa. Isso incluiu atingir as lideranças, os integrantes responsáveis pelo setor disciplinar, os encarregados do financeiro, os gerentes do tráfico, os operadores logísticos e as pessoas diretamente envolvidas na comercialização de drogas. A decisão judicial também autorizou buscas e apreensões de caráter itinerante, permitindo que as ações não se limitassem aos endereços inicialmente indicados nos mandados. Adicionalmente, foi autorizada a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos apreendidos, visando aprofundar as investigações e os resultados de A Operação Baba Yaga.
Atuação e Estratégias da Facção Criminosa
As investigações detalhadas revelaram que a facção estava permanentemente instalada em Campos de Júlio. Nesta localidade, o grupo controlava o tráfico de drogas, impunha regras internas rigorosas aos seus integrantes, aplicava punições violentas e monitorava constantemente a movimentação das forças de segurança, buscando dificultar qualquer ação policial. Para ocultar suas atividades ilícitas, o grupo empregava diversas estratégias. Entre elas, destacam-se a criação de grupos em aplicativos de mensagens utilizando nomes de estabelecimentos comerciais da cidade, como supermercados, escolas e lojas. Os membros também trocavam frequentemente apelidos, perfis e nomes de usuário, apagavam conversas e compartilhavam, em tempo real, informações sobre o deslocamento de viaturas policiais.
Regras Internas e Crimes Planejados
As apurações da Polícia Civil indicaram que os membros da organização eram obrigados a seguir um estatuto interno, cumprir as determinações da liderança e realizar contribuições financeiras periódicas para a facção. Durante o curso da investigação, os policiais identificaram conversas que revelavam o planejamento de crimes graves, como homicídios, ocultação de cadáveres e sessões de tortura. Além disso, foram encontradas autorizações para execuções, determinadas pela cúpula da organização criminosa. Indícios de recrutamento de adolescentes para o tráfico de drogas também foram constatados, assim como a utilização de estabelecimentos comerciais para lavar dinheiro obtido com atividades ilícitas e o monitoramento contínuo das ações policiais. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção no estado, complementando os esforços de A Operação Baba Yaga.








