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4 de novembro de 2026

Gastos com deputados federais em MT poderiam construir 1.100 casas populares

A bancada federal de Mato Grosso, composta por 13 deputados federais entre eleitos e suplentes, acumulou cerca de R$ 28,8 milhões em cotas parlamentares e subsídios desde 2023. Este montante, conforme cálculo da reportagem, seria suficiente para a construção de mais de 1.100 habitações populares no estado. O valor de cada casa foi estimado em R$ 25 mil, baseado em projeto de lei recente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Gastos com deputados federais: R$ 28,8 milhões e 1.100 casas
Mário Agra/Câmara dos Deputados

Os gastos com deputados federais da bancada de Mato Grosso nesta legislatura, que somam cerca de R$ 28,8 milhões em cotas parlamentares e subsídios desde 2023, poderiam viabilizar a construção de mais de 1.100 habitações populares no estado. O montante foi computado a partir das despesas dos 13 deputados federais, entre eleitos e suplentes, que atuaram no Congresso Nacional.

Detalhes sobre os Gastos com Deputados Federais e Habitação

Para estimar o número de casas populares, a reportagem utilizou o valor de R$ 25 mil por habitação. Este valor é detalhado em um projeto de lei recente apresentado pelo Executivo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A matéria solicita autorização para um financiamento de R$ 1,5 bilhão, destinado à construção de 60 mil habitações populares. A Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) abrange despesas como passagens aéreas, telefonia, hospedagem, manutenção de escritório, divulgação de atividade parlamentar e combustível. A bancada federal mato-grossense registrou R$ 13.363.784,13 milhões em cotas, e, somados aos subsídios, os gastos com deputados federais atingem aproximadamente R$ 28,8 milhões.

Despesas Individuais dos Parlamentares

A 57ª legislatura, que teve início em 2023 e se estenderá até 2027, já contou com a atuação de 13 deputados. Entre eles, José Medeiros (PL) é o parlamentar com as maiores despesas em cota parlamentar nos últimos anos, totalizando R$ 1,8 milhão. Coronel Fernanda (PL) e Coronel Assis (PL) seguem com valores ligeiramente menores, somando R$ 1,7 milhão e R$ 1,6 milhão, respectivamente, em gastos com deputados federais.

Dos oito deputados eleitos em 2022, seis estão atualmente em exercício no legislativo federal. Fabio Garcia (União), que retornou este ano, registrou um dos menores valores de despesas. Ele esteve na função de secretário-chefe da Casa Civil durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União) e retornou para disputar a reeleição. Durante sua ausência, sua suplente, Gisela Simona (União), assumiu a cadeira e obteve gastos de R$ 1,1 milhão em cotas.

Nelson Barbudo (Pode) tomou posse em 2024, após o falecimento de Amália Barros, e acumula R$ 1,1 milhão em despesas. Abilio Brunini, também eleito no último pleito, exerceu a função por dois anos até ser eleito para a Prefeitura de Cuiabá. Em seu lugar, o suplente Rodrigo da Zaeli (PL) contabiliza menos de R$ 800 mil. No final do ranking de gastos com deputados federais, as deputadas Flavinha e Juliana Kolankiewicz, ambas do MDB, ocuparam os cargos por um curto período, substituindo Juarez Costa (Republicanos).

Cenário Político: Reeleição e Mudança de Partidos

Dos 8 membros da bancada atual, 7 buscarão a reeleição. A exceção é José Medeiros, que tentará uma das duas cadeiras no Senado. Em relação à mudança de partidos, apenas Fábio Garcia (União), Coronel Fernanda (PL) e José Medeiros (PL) não trocaram de legenda entre os deputados federais eleitos por Mato Grosso.

Nota: A deputada Amália Barros faleceu em 2024. Abilio Brunini renunciou ao mandato para ser prefeito de Cuiabá.

Fonte: Gazeta Digital

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