A exoneração de Newton Hidenori Ishii, conhecido nacionalmente como “Japonês da Federal”, da Prefeitura de Cuiabá, foi oficializada nesta quarta-feira (1º) pelo prefeito Abilio Brunini (PL). O servidor, que se mudou para Cuiabá a convite do chefe do Executivo em março deste ano, retorna agora para sua cidade de origem, no Paraná.
A Saída do Japonês da Federal da Prefeitura
Conforme a assessoria da prefeitura, a decisão de Newton Ishii de deixar o cargo está relacionada a motivos pessoais. Ele se casou recentemente e optou por ficar próximo da família, no estado do Paraná. O ato de exoneração, contudo, não especifica que foi realizado após pedido do servidor. Em abril, Newton chegou a se licenciar do cargo em razão do casamento, mas logo retomou as atividades como servidor comissionado.
Atuação e Contribuição na Gestão Municipal
Newton Hidenori Ishii atuava em cargo comissionado na Secretaria Adjunta de Governo. Sua função era contribuir na adoção de “boas práticas de gestão por meio de compliance”, conforme descrição do prefeito da Capital na época de sua contratação. Ainda na época da contratação, o prefeito Abilio Brunini mencionou que Newton realizaria palestras aos servidores e promoveria alterações nos fluxos das pastas. Newton sempre negou qualquer interesse político com sua contratação.
A Prefeitura de Cuiabá divulgou uma nota oficial sobre a saída do “Japonês da Federal”. “Durante o período em que colaborou com a gestão municipal, Newton contribuiu de forma significativa com sua experiência, dedicação e compromisso, somando esforços em importantes ações desenvolvidas pela administração”, diz o comunicado. A gestão municipal expressa gratidão “pelo profissionalismo e pela valiosa contribuição prestada ao município”, além de desejar felicidade aos recém-casados e sucesso nesta nova fase da vida pessoal e profissional de Newton Hidenori Ishii.
Histórico e Controvérsias
O apelido “Japonês da Federal” faz referência ao trabalho de Newton Ishii como agente da Polícia Federal, onde atuou em algumas fases da Operação Lava Jato. Na época em que ele foi nomeado para o cargo na Prefeitura de Cuiabá, seu salário foi fixado em R$ 8,5 mil, com direito a verba indenizatória de R$ 6,4 mil, totalizando quase R$ 15 mil. A contratação de Newton foi questionada à época em razão de uma condenação judicial anterior por facilitação de contrabando na fronteira com o Paraguai. O crime foi descrito na sentença como de “extrema gravidade” e resultou na perda do cargo e em pagamento de multa de R$ 200 mil. Apesar das controvérsias, o “Japonês da Federal” manteve-se em suas funções até a recente exoneração.








