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6 de novembro de 2026

Maurício Munhoz afirma que o eleitor busca resultados e não o político tradicional

Maurício Munhoz, ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e professor da Unemat, destaca que o eleitor busca gestores práticos e resultados, distanciando-se do 'político tradicional'. Em entrevista ao MidiaNews, Munhoz aborda a influência das redes sociais no cenário eleitoral e a necessidade de controle de seus excessos. Ele também critica as políticas econômicas do Governo Lula, classificando-as como 'nefastas' devido aos juros e crédito altos.
O eleitor quer resultado, diz Maurício Munhoz sobre política
O ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, professor de economia da Unemat, Maurício Munhoz

O eleitor quer resultado e um gestor prático, distanciando-se do chamado ‘político tradicional’ que oferece apenas ‘tapinha nas costas’. Essa é a avaliação do ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e professor de economia da Unemat, Maurício Munhoz. Ele enfatiza que as pessoas não estão mais preocupadas com o político tranquilo e carismático, mas sim com entregas e políticas públicas que melhorem suas vidas.

A Nova Política e o Foco em Resultados

Munhoz, que possui experiência na iniciativa privada e no setor público, tendo atuado no Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), observa que o cenário eleitoral atual difere do passado, especialmente pelo impacto das redes sociais. ‘Não preciso receber um tapinha nas costas de alguém, também não preciso dar tapinha nas costas de ninguém para votar nessa pessoa’, declarou em entrevista ao MidiaNews. Ele reforça que a preocupação central do eleitor é com o resultado, com a capacidade do gestor de ‘fazer algo, não só física, mas entregas também de políticas públicas’.

Para Munhoz, o eleitor nunca vota por gratidão, mas por expectativa. A questão é qual modelo atende melhor a essas expectativas, seja por saúde, segurança ou logística. Ele faz uma ligação com a estrutura de pensamento chinesa, onde a satisfação com o atendimento do Estado supera a necessidade de votar em alguém conhecido, reforçando que o eleitor quer resultado.

O professor avalia que o Brasil vive uma transição da velha política para a nova, caracterizada por pessoas que executam. Ele cita exemplos em Mato Grosso, como os ex-governadores Blairo Maggi e Mauro Mendes, e o atual governador Otaviano Pivetta, que são vistos como gestores que entregam mais resultados do que carisma. Essa nova maneira de pensar o Estado busca uma gestão mais eficiente e com mais entregas reais à população, mostrando que o eleitor quer resultado.

Aplicação do Dinheiro Público e o Impacto das Redes Sociais

Sobre a aplicação do dinheiro público, Munhoz percebe uma melhora, impulsionada pela vigilância da mídia e de órgãos de controle como o Tribunal de Contas e o Ministério Público. Ele cita o governador Mauro Mendes como um exemplo de sucesso em Mato Grosso, que, ao assumir o governo, adotou um modelo rígido de controle das contas, realizando reformas tributária e administrativa. Inicialmente vaiado, Mendes foi posteriormente aplaudido por equilibrar as contas do Estado.

O impacto das redes sociais nas eleições é significativo, podendo tanto destruir quanto enaltecer uma pessoa com notícias falsas ou verdadeiras. Munhoz defende que, embora as redes sociais sejam um exemplo de democracia e liberdade de expressão, seus excessos devem ser controlados. Ele observa que, atualmente, as pessoas pensam duas vezes antes de acreditar em ‘fake news’, que tiveram mais poder no passado. O uso de celular em sala de aula, por exemplo, é uma questão discutida, com especialistas tendendo a evitar seu uso devido a possíveis efeitos nocivos.

Economia, Tributação e Infraestrutura: O eleitor quer resultado

Munhoz diferencia a motivação do voto para presidente e para governador. Para a presidência, o que mais afeta o eleitor é a economia (‘o bolso’). Se a economia está boa, a tendência é votar na situação; se não, migrar para a oposição. Já para o Governo do Estado, o eleitor pensa em obras e entregas, como hospitais regionais, pontes e asfaltos, pois entende que a economia é responsabilidade do presidente da República. Para deputados, a lógica é de auxiliares do Executivo.

Em relação à credibilidade dos institutos de pesquisa, Munhoz reconhece que erros podem ocorrer por fatores humanos, técnicos ou fenômenos como a disseminação rápida de notícias falsas. No entanto, ele afirma que as pesquisas continuam sendo importantes, exigindo a readequação das técnicas para alcançar as pessoas de forma assertiva nos novos tempos, especialmente devido à influência das redes sociais. Isso é crucial para entender o que o eleitor quer resultado.

As políticas econômicas do Governo Lula são classificadas por Munhoz como ‘nefastas’, uma ‘bela contradição’ entre a oferta de crédito para desenvolvimento e juros ‘absolutamente esfoliantes’ que inibem a atividade econômica. Ele destaca que o Brasil possui o segundo maior juros real do mundo, perdendo apenas para a Turquia. Para desatar esse nó, Munhoz sugere uma política econômica menos ortodoxa, com controle de gastos e superávit primário, e um foco maior em políticas sociais para gerar renda, sem cortar essas políticas para obedecer à lógica do mercado.

Na área de infraestrutura e ciência e tecnologia em Mato Grosso, Munhoz elogia a estadualização da ferrovia, que avança um quilômetro por dia, e a parceria público-privada na BR-163, com o MT Par. Essas iniciativas são vistas como cruciais para uma logística menos dependente de rodovias e para a mudança da matriz econômica da Baixada Cuiabana, impulsionando a indústria e a logística. Ele menciona o potencial para a indústria têxtil, utilizando algodão local, e a melhoria das estradas vicinais como exemplos de inteligência e ousadia que têm gerado resultados e mostram que o eleitor quer resultado de gestores eficientes.

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